O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito, garantirá o reajuste das aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) acima da inflação. Em declarações feitas após uma reunião de campanha em Brasília, o senador também se posicionou contra o split payment, um mecanismo que será implementado com a reforma tributária a partir de 2027.
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste da aposentadoria”, declarou Flávio Bolsonaro, respondendo a questionamentos da imprensa sobre suas promessas de campanha.
Durante a coletiva, o candidato reafirmou seu compromisso em assegurar que o reajuste das aposentadorias será superior ao índice de inflação, uma preocupação que tem sido levantada por muitos aposentados. Ele também mencionou que a equipe econômica de sua campanha está estudando um pacote de medidas fiscais que visa a contenção das despesas obrigatórias da União, com um ajuste inicial estimado em 2% do PIB, o que corresponde a cerca de R$ 250 bilhões.
O foco desse plano está nas maiores rubricas do Orçamento federal, incluindo a desvinculação dos reajustes da Previdência Social e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) em relação aos ganhos reais do salário mínimo. Além disso, a proposta inclui o fim dos pisos constitucionais que vinculam os gastos com saúde e educação ao desempenho das receitas federais.
Caso a proposta em análise seja aprovada, se houver um aumento real para os trabalhadores que recebem o salário mínimo, o reajuste das aposentadorias do INSS e do BPC poderá ser limitado ao índice da inflação, medido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Atualmente, sempre que o salário mínimo é reajustado acima da inflação, as aposentadorias e pensões do INSS também são ajustadas, seguindo o novo piso nacional.
Apesar das preocupações, Flávio Bolsonaro e sua equipe não têm abordado publicamente mudanças na vinculação do reajuste das aposentadorias ao salário mínimo. As propostas foram discutidas em reuniões com empresários e agentes do mercado financeiro ao longo do ano, mas o plano oficial do candidato para a área fiscal permanece vago e resumido a poucas linhas entre as propostas gerais.
Nesta quinta-feira, Flávio desviou de perguntas sobre o assunto e afirmou que existem outras fontes para uma reforma. “O Brasil é riquíssimo e tem muito de onde tirar, a começar com o combate à corrupção desse governo. Só as estatais, que no governo do presidente…”


