A cinco meses do Congresso eletivo da Fifa, Gianni Infantino continua sem adversários em sua busca pela reeleição. Apesar de uma crise interna que o fragilizou, o presidente da entidade máxima do futebol parece estar em uma posição confortável para permanecer no cargo. A UEFA e seu presidente, Aleksander Ceferin, ainda não conseguiram encontrar um candidato que reúna apoio suficiente para desafiá-lo, mesmo após tentativas de articular uma oposição forte.
A crise que se intensificou após a Copa do Mundo, com o projeto não concretizado de criar uma empresa comercial aberta a investidores privados, levou a UEFA a considerar a possibilidade de encerrar o domínio de Infantino, que começou em 2016. Contudo, a falta de um candidato viável tem dificultado essa movimentação. Ceferin, que se referiu a Infantino como “imperador” durante uma recente assembleia, está sob pressão para encontrar uma alternativa, mas até agora sem sucesso.
O prazo para a apresentação de candidaturas se encerra em 18 de novembro, e a necessidade de um candidato que não seja europeu se torna cada vez mais evidente. A escolha de um europeu poderia ser vista como uma tentativa de controle da UEFA sobre a Fifa, o que tornaria inviável qualquer chance de eleição. Assim, Ceferin decidiu não se lançar como candidato, mesmo enfrentando pressões para concorrer à reeleição na UEFA.
Uma das opções que surgiu é o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, que poderia ser um candidato ideal por não ser europeu e por já ter contribuído significativamente para o desenvolvimento do futebol, especialmente o feminino. No entanto, Montagliani parece estar mais interessado em uma candidatura futura, em 2031, quando Infantino não poderá mais se candidatar.
Outra possibilidade que poderia ter abalado a posição de Infantino seria a candidatura de Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain. No entanto, ele se retirou da disputa, afirmando não ter interesse na Fifa, o que limita ainda mais as opções disponíveis para a oposição. Além disso, o apoio do Qatar a Infantino torna a situação ainda mais complexa para qualquer candidato que deseje desafiá-lo.
Com o Congresso se aproximando e a pressão aumentando, a Fifa se vê em um momento crucial, onde a falta de um candidato forte pode consolidar ainda mais o poder de Gianni Infantino na entidade máxima do futebol mundial.



