Após três anos do ataque brutal do Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel se vê imerso em memórias dolorosas e incertezas políticas. O ataque, considerado o pior da história do país, resultou em 1.200 mortes e deixou cicatrizes profundas na sociedade israelense, que ainda luta para processar o trauma e as consequências políticas que se seguiram.
Naquela manhã fatídica, milhares de combatentes do Hamas e de outras facções palestinas invadiram Israel, atacando localidades a até 22 km da fronteira com Gaza. O grupo disparou cerca de 5.000 foguetes, enquanto seu comandante militar, Mohammad Deif, convocava palestinos de todo o mundo para se unirem à luta. “Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação na Terra”, proclamou ele, intensificando o clima de tensão e medo.
As atrocidades cometidas durante o ataque foram rapidamente documentadas, com relatos de tortura, vilipêndio de cadáveres e abusos sexuais. Em junho de 2024, um relatório da ONU e uma investigação israelense revelaram a crueldade extrema das ações do Hamas, que não apenas buscavam causar mortes, mas também infligir terror e humilhação à população.
Locais como o kibutz Nir Oz e a área do festival Nova, em Re’im, se tornaram símbolos do sofrimento. Em visitas realizadas quase dois anos após os ataques, a Folha encontrou marcas visíveis da violência: casas queimadas, buracos de balas nas paredes e memorializações dos mortos. Cartazes com fotos dos que foram assassinados e dos que ainda estavam sequestrados pelo grupo terrorista eram visíveis, perpetuando a dor da comunidade.
À medida que as eleições se aproximam, o ataque de 7 de outubro se torna um tema central no debate político israelense. A população, ainda abalada, busca respostas e soluções para um futuro incerto, enquanto as memórias do passado recente continuam a assombrá-los. O desafio agora é como reconstruir não apenas as estruturas físicas, mas também a confiança e a esperança em um futuro de paz e segurança.



