A Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) anunciou na última quinta-feira (1º) a prisão de um membro do Comando Vermelho, identificado como Aldair Ovelar, conhecido como Careca. A detenção ocorreu na quarta-feira (30) em Capitán Bado, uma cidade situada na fronteira com o Brasil. O brasileiro de 35 anos estava sendo procurado pela Justiça brasileira devido a um mandado de prisão internacional, acumulando mais de 40 anos de condenação por crimes como tráfico internacional de drogas, organização criminosa e homicídio.
A operação que levou à sua captura foi realizada em uma residência, onde Careca foi encontrado com um veículo, uma arma de fogo e munições. A Senad divulgou a informação em suas redes sociais, destacando o caráter perigoso do detido e ironizando a deportação ao utilizar um emoji de mão acenando.
O governo paraguaio, sob a liderança do presidente Santiago Peña, classificou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas em outubro do ano passado. Essa medida, que já havia sido adotada por outros países da América Latina, reflete a crescente preocupação com o crime organizado na região. A decisão visa fortalecer a cooperação entre os países na luta contra o tráfico de drogas e a violência associada a essas organizações.
A prisão de Careca é um exemplo da ação conjunta entre as autoridades paraguaias e brasileiras no combate ao crime organizado. A colaboração entre os dois países tem se intensificado, especialmente em áreas de fronteira, onde o tráfico de drogas e armas é mais prevalente. O Paraguai, que se tornou um importante ponto de passagem para o tráfico de drogas, tem enfrentado desafios significativos na segurança pública, e a captura de indivíduos procurados pela Justiça brasileira é uma prioridade para as autoridades locais.
Com a prisão de Careca, o Paraguai reafirma seu compromisso em combater o crime organizado e a impunidade, buscando garantir a segurança da população. A expectativa é que ele seja extraditado para o Brasil, onde enfrentará as consequências legais de seus atos. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades dos dois países, que buscam formas de fortalecer a cooperação e enfrentar os desafios impostos pelo crime organizado na região.



