Post: Inadimplência das famílias no crédito livre atinge 8% em agosto, aponta Banco Central

Inadimplência das famílias no crédito livre atinge 8% em agosto, o maior índice desde 2011, segundo o Banco Central.
Inadimplência das famílias no crédito livre atinge 8% em agosto, aponta Banco Central

A inadimplência das famílias no crédito livre alcançou um novo recorde de 8% em agosto, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Este índice representa o maior nível desde o início da série histórica, em março de 2011, e reflete um aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 1 ponto percentual, considerando operações com atraso superior a 90 dias.

No total das operações de crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,6%, também com um aumento de 0,2 ponto percentual em agosto. Já nas operações voltadas a empresas, a inadimplência subiu para 4,3%, um avanço de 0,1 ponto percentual em relação a julho. Este cenário de aumento de endividamento e altos custos do crédito continua a pressionar a renda das famílias brasileiras, que enfrentam níveis recordes de superendividamento, especialmente em um ano eleitoral, o que gera preocupação para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resposta a essa situação, a gestão atual tem apostado em novas etapas do programa Desenrola Brasil, que visa a renegociação de dívidas. Recentemente, o governo anunciou uma nova fase do programa, com a destinação de até R$ 15 bilhões para a aquisição de carteiras de dívidas de pessoas físicas com atrasos que variam de 2 a 4,5 anos, abrangendo modalidades como cartão de crédito e crédito pessoal. A meta é renegociar um total de R$ 150 bilhões em dívidas.

O aumento da inadimplência foi observado em várias modalidades de crédito. No rotativo do cartão de crédito, por exemplo, a inadimplência saltou para 66,2% em agosto, um aumento de 0,7 ponto percentual em relação ao mês anterior. O rotativo é considerado a linha de crédito mais cara do mercado, recomendada apenas em situações emergenciais. Desde 2024, a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão não pode mais ultrapassar o dobro do valor original, incluindo juros e encargos.

No total do cartão de crédito, que inclui tanto o rotativo quanto o parcelado, a inadimplência atingiu 10% em agosto, um aumento de 0,5 ponto percentual em relação a julho. Também houve crescimento nas operações com atraso no crédito pessoal consignado, que chegou a 3,8%, especialmente na modalidade destinada a trabalhadores do setor privado, com 10,6%. O crédito não consignado, por sua vez, atingiu 11%, com a opção sem garantias alcançando 15,6%.

Esse aumento da inadimplência é um reflexo de um cenário econômico desafiador, que exige atenção e medidas eficazes por parte do governo para mitigar os impactos sobre a população.

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