Uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região (STTRR) chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), destacando as condições enfrentadas pelos caminhoneiros durante o período de espera para operações de carga e descarga no terminal ferroviário da cidade. A discussão gira em torno da necessidade de garantir a esses profissionais acesso a condições mínimas, como água, alimentação e banheiros.
O processo foi levado ao STF após um recurso apresentado pela Rumo, empresa responsável pela operação do terminal. O sindicato argumenta que os motoristas frequentemente enfrentam longas esperas sem as condições adequadas, o que compromete sua saúde e bem-estar. O presidente do STTRR, Afonso Aragão, ressaltou que a iniciativa surgiu a partir de relatos de caminhoneiros e de fiscalizações realizadas pela entidade.
“Estamos falando de trabalhadores que podem permanecer horas aguardando uma operação e que precisam ter condições mínimas durante esse período”, afirmou.
Embora o STTRR reconheça o direito da Rumo de recorrer, o sindicato reafirma seu compromisso em continuar a luta judicial em defesa dos direitos dos caminhoneiros. Com a questão agora no STF, a entidade planeja ampliar a coleta de provas sobre as condições enfrentadas pelos motoristas. A orientação é para que os caminhoneiros mantenham registros detalhados, como horários de chegada e saída, agendamentos, mensagens, fotografias e vídeos que possam comprovar eventuais irregularidades.
A chegada da discussão ao Supremo, segundo Afonso Aragão, demonstra a importância e a dimensão da pauta, que teve origem nas queixas dos profissionais que atuam no transporte de cargas em Rondonópolis. A expectativa é que a análise do STF traga avanços significativos para a melhoria das condições de trabalho desses trabalhadores essenciais para a economia.




