Post: Brasil pode atrair investimentos em inteligência artificial, mas precisa se posicionar, afirma Blackrock

Brasil tem potencial para atrair investimentos em IA, mas precisa se posicionar competitivamente, afirma BlackRock.
Brasil pode atrair investimentos em inteligência artificial, mas precisa se posicionar, afirma Blackrock

O Brasil possui um grande potencial para atrair investimentos em inteligência artificial (IA), mas a questão central é como se posicionar de forma competitiva nesse cenário global. Essa análise foi feita por Bruno Barino, presidente-executivo da BlackRock Brasil, durante um evento realizado em São Paulo. Ele destacou que o país conta com recursos energéticos abundantes, que são fundamentais para o desenvolvimento dessa tecnologia, além de uma capacidade instalada para avançar nesse setor.

Barino enfatizou a necessidade de um arcabouço regulatório que permita ao Brasil competir em nível global. “O Brasil tem a energia, que é o mais complexo de pegar em várias localidades, e toda a capacidade de fazer. A questão agora é como desenvolver um arcabouço regulatório e competir o recurso a nível global”, afirmou.

Um dos pontos positivos mencionados pelo executivo é que muitas operações ligadas à IA estão atreladas ao dólar, o que proporciona um hedge cambial para os investidores. Ele também descartou a ideia de que o setor esteja em uma bolha, embora tenha reconhecido um aumento nos custos. Barino acredita que, em breve, os benefícios da IA em termos de produtividade começarão a ser visíveis em toda a cadeia produtiva.

Estima-se que a IA possa gerar um volume de investimentos entre US$ 5 trilhões (aproximadamente R$ 26 trilhões) e US$ 8 trilhões (cerca de R$ 41,5 trilhões) nos próximos quatro a cinco anos, abrangendo desde os data centers até as aplicações finais. “Isso reconfigura totalmente o mundo”, afirmou Barino.

Um estudo do Reglab, Centro de Estratégia e Regulação, aponta que a IA pode adicionar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira entre 2027 e 2030. Esse valor representa a soma dos ganhos de produção estimados para os quatro anos considerados na pesquisa. No cenário central do relatório, a IA poderia elevar o PIB em 2,77% nesse período, o que corresponde a uma média de 0,69 ponto percentual por ano. A maior parte desse impacto, 65%, viria do aumento da produtividade dos trabalhadores, enquanto os 35% restantes seriam resultado da incorporação da tecnologia a máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos.

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