Na última terça-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou-se com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante a Assembleia Geral da ONU, marcando o primeiro encontro presencial entre ambos. O evento, realizado em Nova York, contou com a presença de várias autoridades americanas, incluindo Stephen Miller, conselheiro sênior, e Marco Rubio, secretário de Estado. Informações adicionais sobre a reunião ainda não foram divulgadas.
Delcy Rodríguez, que deve discursar na Assembleia Geral, é a primeira chefe de Estado venezuelana a visitar os EUA desde a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana, ocorrida em janeiro. Durante o regime de Maduro, Delcy atuou como vice, mas atualmente tem demonstrado disposição para cooperar com Washington, permitindo acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo.
Críticos do governo Trump argumentam que a administração abandonou a oposição liderada por María Corina Machado, priorizando acordos de petróleo e investimentos com a líder interina. Em Nova York, um grupo de venezuelanos protestou, exigindo a realização de eleições. Os manifestantes cantaram o hino nacional e expressaram seu descontentamento, lembrando que Maduro está detido em uma prisão federal no Brooklyn, aguardando julgamento por acusações de tráfico de drogas.
Durante seu discurso na ONU, Trump mencionou a Venezuela, destacando que, juntos, os EUA e a Venezuela detêm mais de 60% do petróleo mundial. Ele descreveu um recente acordo petrolífero com Caracas como “talvez o maior negócio já realizado” e expressou seu desejo de atrair US$ 100 bilhões em investimentos para a indústria petrolífera do país.
A delegação venezuelana, que inclui o vice-presidente econômico e o ministro do Petróleo, está focada em apresentar a Venezuela como um destino atrativo para investimentos, o que pode sinalizar uma nova fase nas relações entre os dois países.



