Post: Justiça determina remoção de vídeos da Nexa Influence que atacam José Medeiros

Justiça Eleitoral de MT determina a remoção de vídeos da Nexa Influence que atacam José Medeiros, candidato ao Senado.
Justiça determina remoção de vídeos da Nexa Influence que atacam José Medeiros

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso decidiu, nesta segunda-feira (21), pela retirada de dois vídeos publicados no Instagram que atacavam o candidato ao Senado, José Antônio dos Santos Medeiros. A determinação foi assinada pela juíza auxiliar da Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Glenda Moreira Borges, que concedeu parcialmente a tutela de urgência solicitada na Representação nº 0601516-83.2026.6.11.0000.

Os vídeos foram publicados por Ricardo Ribeiro da Silva e Juliana Pereira Guimarães, identificados como administradores da página Nexa Influence. Ambos já haviam sido alvos da Operação Stop Hate, realizada pela Polícia Civil em 20 de maio deste ano em Rondonópolis, no contexto de uma investigação que apura crimes como perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada, supostamente cometidos através das redes sociais.

A operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), resultou em três mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares, emitidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias — Polo Cuiabá. Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores e mídias digitais para análise. Entre as vítimas da investigação estavam o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, além de um secretário municipal e outros integrantes do Executivo local.

Agora, a mesma dupla é novamente destaque na mídia, desta vez em um contexto eleitoral. De acordo com a representação apresentada ao TRE-MT, um dos vídeos alegava que a esposa de José Medeiros ocupava “dois cargos públicos”, um no Senado Federal e outro na Prefeitura de Rondonópolis, com um salário superior a R$ 16 mil. O conteúdo também associava o candidato ao termo “corrupto” e pedia aos eleitores que “trouxessem gente nova para governar”.

Ao analisar os documentos do processo, a juíza concluiu que a afirmação sobre o suposto acúmulo de cargos poderia transmitir aos eleitores uma percepção distorcida da situação funcional real. Segundo a decisão, Ruth Shizue Yamamoto Medeiros mantém um vínculo efetivo com o município de Rondonópolis desde 2002, enquanto sua atuação no Senado Federal é resultado de uma cessão formalizada em 2019, com ônus para o órgão de origem, informação que não foi mencionada na publicação contestada.

O segundo vídeo, atribuído a Ricardo Ribeiro da Silva, alegava que a família de Medeiros estaria “toda pendurada na prefeitura de Rondonópolis”, referindo-se à sua esposa, tio e avô. A publicação afirmava que faltava dinheiro público porque esses familiares estariam “lambendo tudo”. Na análise do pedido, a juíza ressaltou que não foram apresentados elementos que identificassem os parentes mencionados, os cargos que supostamente ocupavam ou os atos de nomeação relacionados.

Diante das evidências apresentadas, o TRE-MT concedeu parcialmente a tutela de urgência e ordenou a remoção dos dois conteúdos questionados, enquanto a representação eleitoral continua sua tramitação para análise do mérito.

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