Post: CVM aprova oferta pública de aquisição da Braskem por fundo da IG4 Capital

CVM aprova OPA da Braskem pelo fundo Shine I da IG4 Capital, que visa adquirir 100% das ações em circulação da petroquímica.
CVM aprova oferta pública de aquisição da Braskem por fundo da IG4 Capital

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu sinal verde para a oferta pública de aquisição (OPA) da Braskem, proposta pelo Fundo de Investimento em Participações (FIP) Shine I, gerido pela IG4 Capital. O fundo, que se tornou controlador da petroquímica em parceria com a Petrobras em junho deste ano, visa adquirir 100% das ações da Braskem que estão em circulação no mercado, exceto aquelas que fazem parte do acordo de acionistas com a estatal.

Em comunicado, a Braskem informou que os acionistas que decidirem aderir à OPA receberão debêntures emitidas pela NSP, uma holding não-financeira, como forma de pagamento. Este mesmo modelo foi utilizado anteriormente quando a IG4 Capital adquiriu as ações da Novonor na petroquímica.

Durante a aquisição, o Shine I pagou aproximadamente R$ 547 milhões em debêntures da primeira série da segunda emissão da NSP Investimentos, além de cerca de R$ 273 milhões em debêntures da segunda série. Essas debêntures foram criadas após a IG4 Capital assumir cerca de R$ 20 bilhões em dívidas da antiga Odebrecht com grandes instituições financeiras.

A B3, bolsa de valores brasileira, já autorizou a realização do leilão das ações no âmbito da OPA. A data do leilão e as condições para participação na oferta serão divulgadas com a publicação do edital da OPA, que ainda está pendente. Vale destacar que a oferta não é destinada a investidores residentes nos Estados Unidos e não inclui os American Depositary Shares (ADSs) emitidos pela companhia em Nova York.

Desde junho, a IG4 Capital, através do Shine I, detém 50,11% do capital votante da Braskem, enquanto a Petrobras possui 47,03%. Em termos de capital total, que inclui ações ordinárias e preferenciais, o fundo possui 34,32% das ações, contra 36,15% da Petrobras. Essa mudança de controle representa um novo capítulo na história da Braskem, que busca se reestruturar após enfrentar desafios financeiros nos últimos anos.

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