O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi visto na quarta-feira (16) analisando uma imagem que sugere a demolição do Kennedy Center, um importante espaço cultural em Washington. A fotografia, capturada a bordo do Air Force One, mostra Trump observando um cartaz que exibe a frase “Kennedy Center DEMOLIDO”. Essa cena se desenrola em um contexto de tensões políticas, uma vez que o centro se tornou um dos alvos de suas propostas de remodelação da cidade.
Após a apresentação da foto em tribunal por uma deputada do Partido Democrata, o juiz federal Christopher Cooper determinou que o governo deve notificar com pelo menos 30 dias de antecedência qualquer ação relacionada à demolição do local. Trump, em declarações a jornalistas na Carolina do Norte, comentou sobre a importância de seu nome estar associado ao centro, inaugurado em 1971 em homenagem ao ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963. “Se não fizermos isso, o local vai fechar. Acabará sendo demolido”, disse ele, referindo-se à sua proposta de inclusão de seu nome na fachada do complexo.
Matt Floca, diretor-executivo do Kennedy Center, apoiado pelo presidente, informou em um documento judicial que o prédio está temporariamente fechado para avaliar riscos à segurança, devido a áreas que apresentam grave deterioração estrutural. A deputada Joyce Beatty, que processou Trump no ano passado por suas intenções com o centro, argumentou que o fechamento é uma estratégia para prolongar a paralisação e manter o Kennedy Center fechado por um longo período, o que o tribunal já havia proibido sem autorização.
Trump, que já havia ordenado a demolição da histórica Ala Leste da Casa Branca para dar espaço a um novo projeto, viu seu pedido de demolição do Kennedy Center ser contestado. O juiz Cooper rejeitou um pedido de Beatty para uma audiência de emergência, após o conselho do Kennedy Center, que inclui Trump e outros membros escolhidos por ele, votar pelo fechamento do espaço para um projeto de reforma avaliado em US$ 257 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão).
Beatty ressaltou que o local não está mais acessível ao público durante o horário normal de funcionamento, e novas barreiras foram observadas do lado de fora do prédio. Críticos acusam Trump de buscar a inclusão de seu nome no Kennedy Center por motivos de vaidade, uma vez que seu nome havia sido instalado na fachada até que um juiz ordenou sua remoção, afirmando que apenas o Congresso pode alterar o nome do edifício. O juiz também havia solicitado que o conselho do Kennedy Center explicasse as razões para o fechamento até esta quinta-feira (17).



