Um terremoto de magnitude 4,1 foi registrado no sul do Líbano, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O fenômeno ocorreu após Israel afirmar que destruiu uma infraestrutura subterrânea do Hezbollah na região. Jornalistas da agência de notícias AFP relataram uma explosão significativa que provocou tremores, enquanto o Ministério da Defesa de Israel divulgou imagens mostrando bolas de fogo resultantes das explosões em solo. O tremor foi detectado por volta das 21h no horário local (15h em Brasília), a uma profundidade de 10 km. Segundo os especialistas, terremotos dessa magnitude podem ser sentidos nas proximidades do epicentro, mas geralmente não causam danos significativos a estruturas. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, confirmaram que as Forças Armadas israelenses realizaram uma operação na colina de Ali al-Taher, visando destruir construções subterrâneas do grupo extremista. Ambos afirmaram que as tropas permanecerão na área para evitar que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, restabeleça sua presença e reconstrua suas capacidades. Essa operação ocorre em meio a um aumento da violência na região, com ataques israelenses que resultaram na morte de pelo menos nove pessoas no início da semana, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. A colina de Ali al-Taher, situada a cerca de 15 km da fronteira com Israel, é um ponto estratégico disputado entre Tel Aviv e o Hezbollah, que teria construído um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas no local, conforme fontes de segurança libanesas. A agência de notícias estatal do Líbano, NNA, informou que os militares israelenses realizaram uma explosão de grande potência na crista, e os tremores, juntamente com o som da detonação, foram sentidos em Nabatieh e nas áreas vizinhas. Os militares israelenses afirmaram que estabeleceram “controle operacional” sobre a crista, tanto na superfície quanto no subsolo, antes de desmontar a infraestrutura, que se estendia por mais de 2 km e continha dezenas de foguetes, mísseis e drones, além de mísseis antitanque, minas e dispositivos explosivos. O Exército também destacou a destruição de um complexo de comando central pertencente à unidade Badr do Hezbollah, intensificando assim a tensão na região.


