A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou na manhã desta quarta-feira (25) a Operação "Animus Necandi" em Rondonópolis. O foco da ação foi em integrantes do Comando Vermelho (CV) envolvidos em execuções e práticas de tortura. A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e resultou na prisão em flagrante de três pessoas, incluindo uma mulher apontada como "disciplina" da facção.
Detalhes das Prisões e Apreensões
Durante as diligências, a equipe policial prendeu em flagrante dois homens, de 35 e 33 anos. Eles foram autuados por tráfico de drogas, posse de munições de uso permitido e restrito, além de envolvimento com organização criminosa. Uma mulher de 35 anos, conhecida pelo apelido "Luna", também foi detida por lavagem de dinheiro e participação na facção, sendo identificada como a "disciplina" do grupo criminoso.
As equipes policiais apreenderam diversas porções de maconha e ecstasy, além de munições, carregadores, dinheiro em espécie e outros materiais diretamente ligados ao tráfico de drogas. Na residência da mulher, os investigadores encontraram uma grande quantidade de dinheiro escondida, inclusive dentro de um tênis, além de 14 aparelhos celulares e anotações que indicavam sua conexão com a facção criminosa.
Em um momento crucial da abordagem, os investigadores presenciaram a suspeita tentando se desfazer de provas. Ela jogou três celulares no telhado da residência, mas os aparelhos foram prontamente recuperados pela equipe.
O Contexto Estratégico da Operação
A Operação "Animus Necandi" faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil, inserida tanto na Operação Pharus quanto no programa Tolerância Zero às facções criminosas. O objetivo central é identificar e desarticular grupos envolvidos em crimes contra a vida, reforçando o compromisso com a segurança pública.
Após os procedimentos cabíveis na delegacia, os três presos foram encaminhados para uma unidade prisional, onde permanecem à disposição da Justiça para os próximos trâmites legais.
Fonte: https://rgtnews.com.br








