Na manhã desta segunda-feira (7), um homem de 45 anos, identificado como Mizael da Cruz Paniz, foi encontrado sem vida em sua residência, localizada na Rua Mutum, no bairro Parque Universitário, em Rondonópolis (MT). O corpo apresentava múltiplas perfurações causadas por disparos de arma de fogo e estava deitado sobre uma cama.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi acionada após a descoberta do cadáver. Investigadores chegaram ao local após receber informações sobre a situação. No imóvel, encontraram um homem que se apresentou como irmão da vítima. Ele relatou que foi procurado por outra irmã, residente em João Pessoa (PB), que não conseguia contato com Mizael.
Preocupada, a irmã pediu que o irmão verificasse a situação. Ao entrar na casa, ele encontrou Mizael já sem vida, com ferimentos que indicavam um ataque a tiros. A Polícia foi imediatamente chamada para investigar o caso.
A equipe da DHPP solicitou a presença da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que realizou os procedimentos periciais e coletou possíveis evidências relacionadas ao crime. Durante a análise, foram encontrados indícios de que a residência havia sido invadida. O portão estava apenas encostado e o cadeado foi encontrado no chão, com marcas que sugeriam um corte. A porta principal também apresentava sinais de arrombamento.
Mizael foi localizado no quarto, deitado sobre a cama. As primeiras investigações indicam que ele pode ter sido surpreendido durante o sono, uma vez que os ferimentos estavam concentrados nos braços, pernas e região do peito. No local, os peritos encontraram mais de 10 cápsulas de munição calibre 9 milímetros e três projéteis. O celular da vítima, que estava próximo ao corpo, também foi atingido por dois disparos.
Além disso, os investigadores apreenderam três câmeras do sistema de monitoramento da residência, que foram levadas para análise na delegacia. A expectativa é que as imagens possam ajudar a elucidar a autoria e a dinâmica do homicídio. Levantamentos preliminares indicam que Mizael tinha um extenso histórico criminal, com mais de 20 passagens pela polícia.
O caso segue sob investigação pela DHPP e, pelas características encontradas no local, é tratado como um homicídio com indícios de execução.


