Ataques aéreos realizados por Israel no sul do Líbano resultaram na morte de pelo menos nove pessoas nesta segunda-feira (7), conforme informações do Ministério da Saúde libanês. Entre as vítimas estão uma criança e duas mulheres, e mais de 13 pessoas ficaram feridas em bombardeios que atingiram a aldeia de Kfar Roummane, onde um edifício e um veículo foram alvos dos ataques, segundo a agência estatal de notícias do Líbano.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que estão comprometidas com o cessar-fogo, mas que continuarão a “eliminar ameaças” do Hezbollah, grupo militante libanês. Em um comunicado, a força israelense indicou que os ataques visaram “instalações de infraestrutura” do Hezbollah e que a alegação de que civis foram atingidos está sendo investigada.
A escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah começou na sexta-feira (4), quando Israel anunciou a captura de uma colina estratégica próxima à cidade de Nabatieh, a cerca de 10 quilômetros da fronteira. A colina, conhecida como Ali al-Taher, é considerada um ponto crucial no conflito, especialmente após o Hezbollah ter atacado Israel em março, em resposta a uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A tomada da colina e o aumento dos bombardeios levantam preocupações sobre a intenção de Israel de ampliar sua ocupação no Líbano. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a captura de Ali al-Taher representa a “consolidação do controle sobre a zona de segurança no sul do Líbano”. Desde então, os ataques israelenses têm se intensificado na região.
Nos últimos dias, Israel também emitiu alertas de retirada para duas aldeias ao norte de Nabatieh, que não estão dentro da faixa do sul do Líbano ocupada por Israel desde o início do último conflito. Essa é a primeira vez que alertas desse tipo são emitidos desde o cessar-fogo mediado pelos EUA, anunciado em junho.
A trégua tem se deteriorado à medida que os confrontos entre o Hezbollah e Israel se intensificam no sul do Líbano. O Hezbollah não reconhece o cessar-fogo e não responde ao governo libanês, o que gera incertezas sobre a aplicação do acordo.
Nos últimos dias, as Forças Armadas israelenses afirmaram que os ataques foram uma resposta a ofensivas do Hezbollah, que utilizou drones contra soldados israelenses e contra locais que supostamente abrigam depósitos de armas do grupo. No domingo (6), ataques israelenses resultaram na morte de sete pessoas, incluindo duas mulheres, no sul do Líbano.
O Hezbollah condenou a escalada dos bombardeios israelenses, alegando que o objetivo é pressionar o governo libanês, que está em negociações com Israel mediadas pelos EUA, a ceder às exigências israelenses. O gabinete do presidente libanês, Joseph Aoun, classificou a nova onda de bombardeios como uma “escalada perigosa” e responsabilizou Israel por essa situação, pedindo à comunidade internacional que tome medidas imediatas para interromper as violações e responsabilizar os autores.




