Ataques realizados por Israel no sul do Líbano resultaram na morte de quatro pessoas, incluindo duas mulheres, neste domingo (6), conforme informou o Ministério da Saúde libanês. Os bombardeios foram justificados por Tel Aviv como uma retaliação a uma ofensiva de drones do Hezbollah contra áreas sob controle israelense. Apesar de um cessar-fogo estabelecido em junho, as operações militares israelenses continuam na região, que eles consideram uma zona de segurança.
O ministério de saúde libanês detalhou que as vítimas, dois homens e duas mulheres, foram atingidas em diferentes localidades, incluindo Arab Salim, ao norte da área ocupada. Israel emitiu um alerta de retirada para os moradores de uma área próxima a um edifício que, segundo suas informações, estava sendo utilizado pelo Hezbollah.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou os ataques, classificando-os como uma “escalada perigosa”. Ele destacou que as ações israelenses atingiram “administrações exclusivamente civis e centros de saúde”, resultando na destruição de um hospital e danos a um prédio do Ministério das Finanças. Aoun responsabilizou Israel pela escalada e pediu aos Estados Unidos e à comunidade internacional que tomem medidas imediatas para interromper as violações e responsabilizar os responsáveis.
O Exército de Israel, por sua vez, afirmou que seus alvos incluíam depósitos de armas do Hezbollah e um centro de comando localizado em um edifício anteriormente utilizado como hospital. Segundo eles, foram empregadas munições de precisão e vigilância aérea para minimizar os danos à população civil.
Este alerta de evacuação foi o segundo desde o cessar-fogo; o primeiro ocorreu em agosto, quando Israel já havia começado a emitir panfletos para evacuação na região. Na sexta-feira (4), outro ataque resultou na morte de quatro pessoas e deixou 23 feridos, sem que houvesse alertas de evacuação. O Hezbollah, em resposta, acusou Israel de pressionar o governo libanês através de uma escalada contínua de ataques.




