O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma proposta inusitada nesta quarta-feira (2): mudar o nome do estreito de Hormuz para “estreito de Trump”. A declaração foi feita em sua plataforma Truth Social e surge em um momento tenso, marcado por disputas entre os EUA e o Irã pelo controle dessa importante via marítima, além de uma nova onda de ataques no Oriente Médio.
Atualmente, o estreito de Hormuz, que antes da guerra era responsável por cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, está bloqueado pelo Irã. Em resposta a essa situação, Washington tomou medidas para bloquear portos iranianos. “Agora que o temos sob controle dos EUA, deveríamos mudar o nome do estreito de Ormuz para ESTREITO DE TRUMP???”, questionou Trump em sua postagem.
Essa não é a primeira vez que o ex-presidente sugere essa mudança. Em abril, ele havia republicado uma imagem que mostrava o estreito com seu nome, acompanhada de um mapa da região e ilustrações de navios com a bandeira americana navegando pelo canal.
A declaração de Trump ocorre em meio a um clima de crescente tensão, especialmente após o regime iraniano ter chamado os EUA de “Satã”. Essa acusação veio após relatos de que forças americanas teriam matado cinco pessoas, incluindo uma criança, durante um ataque em uma festa de casamento no sul do Irã. As autoridades de Washington não confirmaram a participação de seus militares no incidente.
As hostilidades entre os dois países intensificaram-se recentemente, com os EUA realizando ataques a alvos na costa sul do Irã, enquanto o Irã retaliou com mísseis e drones contra instalações americanas em várias regiões do Oriente Médio. Essas ofensivas representam as maiores escaladas do conflito desde julho, com os EUA afirmando ter atingido sistemas de defesa aérea, radares e centros de comunicação da Guarda Revolucionária.
De acordo com o regime iraniano, os ataques americanos se concentraram em áreas próximas ao estreito de Hormuz. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra bases americanas localizadas no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque, com o objetivo declarado de expulsar as forças dos EUA da região.
A proposta de Trump, embora vista por muitos como uma provocação, reflete a complexidade das relações entre os Estados Unidos e o Irã, onde disputas territoriais e de influência continuam a moldar a dinâmica geopolítica do Oriente Médio.



