As negociações de petróleo começaram a semana com um aumento de 1,6% nos preços, alcançando valores próximos a US$ 90, o maior patamar registrado nos últimos seis dias. Essa escalada nos preços é impulsionada pelo recente agravamento do conflito no Oriente Médio, que incluiu um bombardeio no Irã e o afundamento de um navio no estreito de Hormuz. Desde a última sexta-feira (28), informações sobre um acordo comercial entre os EUA e a Venezuela também têm circulado, prevendo a extração de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelano nos próximos 15 anos.
No fechamento da última sexta-feira, o barril Brent, referência mundial, estava cotado a US$ 88,29, apresentando uma leve alta após a divulgação do acordo entre o presidente americano Donald Trump e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos EUA, subiu 1,79%, alcançando US$ 84,29.
Neste domingo, as forças armadas dos Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, situada no estreito de Hormuz. De acordo com a agência Reuters, as forças da Guarda Revolucionária do Irã estavam se preparando para lançar foguetes que transportariam minas marítimas para a região. A agência semioficial iraniana Tasnim informou que o ataque foi realizado por drones, resultando em mortes e ferimentos entre soldados e civis iranianos, embora o número exato de vítimas não tenha sido divulgado. A Guarda Revolucionária prometeu retaliar a ofensiva e punir os responsáveis.
Além disso, um navio-tanque foi atingido por um projétil desconhecido enquanto transitava pelo estreito de Hormuz, conforme relatado pela agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO). O incidente ocorreu a 12 milhas náuticas ao norte de Khasab, em Omã, sem que houvesse vítimas ou impactos ambientais significativos.
Em meio a essa situação tensa, Trump declarou que pretende utilizar o controle recém-anunciado sobre bilhões de barris de petróleo da Venezuela para reabastecer as reservas estratégicas dos EUA. “Uma das coisas que farei com o petróleo venezuelano é reabastecer as Reservas Estratégicas Nacionais”, afirmou Trump em uma publicação na Truth Social, responsabilizando Joe Biden, seu antecessor, por esvaziar a reserva. O ex-presidente ainda mencionou que o processo de reabastecimento começará em breve, descrevendo-o como um “presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos”.
Na noite de sábado, Delcy Rodríguez anunciou que o acordo com os EUA terá uma duração de 25 anos e visa aumentar a produção de petróleo para 1,5 milhão de barris por dia, garantindo a soberania da Venezuela sobre seus recursos naturais. Essa movimentação no mercado de petróleo e o aumento das tensões no Oriente Médio devem continuar a impactar os preços e a dinâmica do setor nos próximos dias.



