Post: Sobreviventes relatam tragédia após enxurrada devastadora no Nepal

Sobreviventes da enxurrada no Nepal relatam tragédias pessoais e a luta por resgate em meio à devastação.
Sobreviventes relatam tragédia após enxurrada devastadora no Nepal

Em meio à devastação causada por uma enxurrada repentina no Nepal, relatos de sobreviventes revelam a magnitude da tragédia que atingiu a região. Na quarta-feira (26), o guia de trekking Sonam Dorjee ouviu o som das águas se aproximando de sua aldeia em Rasuwa. Ele agora enfrenta a angústia de ter uma irmã desaparecida após a catástrofe que já deixou ao menos 157 mortos e centenas de turistas desaparecidos, incluindo visitantes de países como Estados Unidos, Índia e Reino Unido.

Sonam descreve a inundação como “repentina e devastadora”, comparando-a a um terremoto. Ele havia saído uma hora antes para ir a Katmandu, a capital do país, e ao retornar, encontrou sua casa em ruínas. “Vi uma fotografia da destruição”, lamenta. Muitos sobreviventes, como ele, agora estão sem lar e necessitam urgentemente de resgate, alimentos e apoio médico. Sonam reza para que sua irmã, Dechen Tamang, seja encontrada com vida, enquanto a esperança se esvai com o passar do tempo.

A situação é crítica, com equipes de resgate correndo contra o relógio para localizar sobreviventes. A principal hipótese é que uma avalanche de gelo tenha desencadeado a enxurrada, que afetou também o distrito de Nuwakot, onde Kalpana Malla testemunhou a perda de sua família. “Meus familiares foram arrastados pela enchente diante dos meus olhos”, relata, com a dor visível em sua voz. Ela conseguiu se salvar junto com seu filho, que a puxou para um telhado, mas a angústia pela ausência de sua irmã persiste.

As consequências da enxurrada são devastadoras. Em Nuwakot, onde o rio Bhotekoshi transbordou, as autoridades registraram 11 mortes e a destruição de estradas, pontes e infraestrutura vital. Goma Pandit, outra residente do distrito, perdeu todos os seus búfalos e sua plantação, uma perda que a deixa sem meios de subsistência. “Perdi tudo na enchente”, desabafa.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, expressou o choque e a tristeza do país diante da tragédia. Em uma publicação nas redes sociais, ele descreveu o desastre como “repentino” e de “grandes proporções”, oferecendo condolências às vítimas e suas famílias. O governo mobilizou recursos para as operações de resgate, que envolvem cerca de 1.700 militares, com helicópteros civis e militares realizando evacuações.

O Nepal, conhecido por abrigar algumas das montanhas mais altas do mundo, enfrenta agora um desafio monumental. A economia do país, que depende fortemente do turismo e de ajuda externa, pode sofrer um impacto significativo devido a essa catástrofe. As esperanças de encontrar sobreviventes diminuem a cada hora, mas a determinação das equipes de resgate continua firme, enquanto o país se une em solidariedade às vítimas da tragédia.

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