Na Escola de Música da Vila Operária, a música vai além do prazer sonoro; ela se torna uma verdadeira ferramenta de transformação pessoal e emocional. Alunos e professores compartilham histórias inspiradoras que revelam como a arte musical pode ajudar a superar desafios e trazer novas perspectivas para a vida.
Ivanei Rosa de Lima, professora de matemática e musicista, é um exemplo claro dessa transformação. Desde a adolescência, a música foi seu refúgio. “Comecei a tocar clarinete na orquestra da igreja aos 14 anos”, recorda. Em um momento difícil de sua vida, após um divórcio e a perda do emprego, a música se tornou seu bálsamo. “Tocar me trouxe conforto e me ajudou a relaxar. Nos ensaios da Banda Municipal, eu esquecia os problemas e sentia que estava viva”, desabafa Ivanei, que também se tornou voluntária em apresentações da banda.
O amor pela música não parou nela. Ao perceber que seu filho mais velho, Aldo Rogerio de Lima Guimarães, também tinha talento musical, Ivanei incentivou seu interesse. “Ele começou a tocar flauta e, durante a pandemia, se aprofundou em suas pesquisas musicais”, conta. Aldo, que hoje tem 12 anos, desenvolveu habilidades impressionantes, como o ouvido absoluto, e rapidamente se destacou nas aulas da Escola Municipal de Música Adão Casemiro de Oliveira.
“Consigo reconhecer as notas tocadas com facilidade”, afirma Aldo, que agora toca clarinete e integra a Banda Municipal. “Sempre achei fácil escrever as notas das músicas que ouvia e tocar instrumentos. A música flui naturalmente para mim”, compartilha o jovem prodígio.
O professor de violão da escola, Nilton Abreu de Oliveira, elogia a habilidade de Aldo: “Ele apresenta uma performance que só é vista em quem já está no conservatório. Sua capacidade de assimilar sons e reproduzi-los é extraordinária para a idade dele”. Nilton acredita que Aldo é tanto um prodígio quanto um virtuose, e destaca a importância do contato musical para o desenvolvimento de habilidades inatas.
Enquanto isso, a pequena Rosa Gabriela de Lima Guimarães, de nove anos, também se deixou contagiar pela paixão musical da família. “Eu via minha mãe tocando na igreja e queria tocar junto com ela”, revela. Motivada, Rosa começou a estudar escaleta na Escola de Música da Vila Operária e já aprendeu a tocar suas primeiras músicas. “Estou aprendendo a ler partituras e quero ser como minha mãe quando crescer”, sonha.
O amor pela música na família se estende até a avó, Dona Isabel Bento de Lima, de 78 anos, que decidiu aprender violino após enfrentar preconceitos por sua idade. “Tentei me matricular em uma turma de violino aos 60 anos, mas não fui aceita. Agora, com a oportunidade na escola de música, estou realizando meu sonho”, conta emocionada. Dona Isabel é um exemplo de que nunca é tarde para aprender e se apaixonar pela música.
Na Escola de Música da Vila Operária, histórias como a de Ivanei, Aldo, Rosa e Dona Isabel mostram que a música é uma linguagem universal que une gerações e transforma vidas. Cada nota tocada é um passo em direção a um futuro mais harmonioso e cheio de possibilidades.




