A Justiça de Mato Grosso decretou medidas protetivas contra um personal trainer em Lucas do Rio Verde, MT, após denúncias de violência doméstica registradas na última sexta-feira, 13 de outubro. As ações judiciais visam garantir a segurança da ex-companheira do investigado, que relatou agressões, ameaças e a destruição de sua motocicleta em via pública.
Inconformismo e Agressão em Lanchonete
A situação que levou à intervenção judicial teve início após uma discussão acalorada em uma lanchonete da cidade, motivada pelo término do relacionamento do casal. Inconformado com o fim, o personal trainer agiu de forma agressiva, danificando a motocicleta Honda Biz da vítima. Um vídeo, gravado pela própria mulher, mostra o momento em que ele destrói o veículo, enquanto ela o questiona sobre a possibilidade de também ser agredida.
Histórico de Ameaças e Alerta nas Redes Sociais
Em relatos feitos nas redes sociais, a vítima detalhou que vinha sofrendo um histórico de agressões verbais, empurrões e ameaças. Essa sequência de eventos a deixou emocionalmente abalada e a levou a buscar acompanhamento psicológico. Em seu depoimento, ela também fez um alerta sobre o comportamento do suspeito, que atua como profissional de Educação Física e circula em academias de Lucas do Rio Verde.
Medidas Protetivas e Botão do Pânico
Com base nas graves denúncias, a Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento imediato do personal trainer. As medidas protetivas incluem a proibição de se aproximar da vítima e de seus familiares a uma distância mínima de 500 metros, além de impedir qualquer tipo de contato, seja pessoalmente ou por outros meios de comunicação. O investigado também está proibido de frequentar os mesmos locais que a mulher, abrangendo sua residência e local de trabalho. Para reforçar sua segurança, a vítima recebeu o “botão do pânico”, um dispositivo que permite o acionamento rápido da polícia em situações de emergência ou risco.
Prazos e Consequências Legais
As determinações judiciais têm um prazo inicial de seis meses, podendo ser prorrogadas conforme a necessidade e avaliação da situação. O descumprimento de qualquer uma dessas medidas protetivas pode resultar na decretação da prisão do investigado, reforçando a seriedade da decisão judicial para a proteção da mulher.
Fonte: https://rgtnews.com.br








