O US Open, um dos torneios mais prestigiados do circuito de tênis, anunciou nesta quinta-feira (20) uma premiação histórica de US$ 108 milhões (cerca de R$ 560 milhões) para a edição de 2026, que ocorrerá entre 23 de agosto e 13 de setembro em Nova York. Este valor representa a maior quantia já distribuída na história do tênis, um avanço significativo que pode ajudar a mitigar as recentes críticas sobre a remuneração dos atletas. Os campeões das chaves de simples, tanto masculina quanto feminina, receberão US$ 5,5 milhões (R$ 28,5 milhões) cada, um aumento de 10% em relação ao ano anterior, consolidando-se como o maior pagamento já oferecido em um Grand Slam para um vencedor de simples.
Além do valor destinado aos campeões, a premiação também inclui um aumento de 27% nos pagamentos da primeira rodada, que passará a ser de US$ 140 mil (R$ 726 mil), um recorde para os Grand Slams. Essa mudança reflete a crescente pressão dos jogadores por uma maior participação na receita dos torneios, um movimento que ganhou força nos últimos anos, especialmente entre os principais nomes da ATP e da WTA.
Os atletas, liderados por figuras como Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, têm se manifestado em busca de uma fatia maior da receita dos Grand Slams, semelhante ao que é praticado em torneios da ATP e da WTA. Durante Roland Garros e Wimbledon deste ano, os jogadores limitaram sua disponibilidade para a imprensa a apenas 15 minutos, simbolizando os 15% da receita que, em média, é destinada aos prêmios em dinheiro. Essa ação foi um protesto claro por uma remuneração mais justa.
A USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos) também anunciou um Programa de Apoio aos Jogadores, que contará com um aporte inicial de US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) em 2026, a ser dividido igualmente entre homens e mulheres. Essa iniciativa foi bem recebida pelos atletas, que consideram as novas medidas um avanço nas negociações em curso sobre a premiação. “Essas medidas representam um avanço importante nas conversas em andamento entre os jogadores e o US Open ao longo dos últimos 18 meses”, afirmaram os atletas em um comunicado conjunto.
Embora a nova estrutura de premiação ainda não esteja vinculada a uma fórmula acordada de participação na receita, os jogadores se comprometem a continuar trabalhando com os torneios do Grand Slam para alcançar esse objetivo. A criação de um Conselho de Jogadores do Grand Slam, anunciada recentemente pelos quatro maiores torneios, também visa dar mais voz aos atletas em questões como a premiação, refletindo um movimento crescente por maior equidade no esporte.
Com essa nova abordagem, o US Open não apenas se destaca por sua generosidade em prêmios, mas também por sua disposição em dialogar com os jogadores, um passo que pode redefinir o futuro das competições de tênis e a forma como os atletas são recompensados por seu desempenho.



