Post: Consumo de milho no Brasil atinge recorde histórico de mais de 100 milhões de toneladas

O consumo de milho no Brasil atinge recorde histórico, superando 100 milhões de toneladas, impulsionado pela indústria de etanol.
Consumo de milho no Brasil atinge recorde histórico de mais de 100 milhões de toneladas

O Brasil alcançou um marco significativo em sua produção agrícola, com o consumo de milho superando pela primeira vez a marca de 100 milhões de toneladas. Este feito, que reflete o crescimento contínuo da demanda pelo cereal, é um indicativo da evolução do setor, especialmente com o aumento da utilização do milho na produção de etanol.

De acordo com a consultoria Hedgepoint, a safra de milho para 2025/26 está projetada em 140,3 milhões de toneladas, um número que se iguala ao da safra anterior, mas que ainda está abaixo das estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê 143 milhões de toneladas. A crescente demanda interna, impulsionada pela indústria de etanol, é um dos principais fatores que contribuem para este aumento no consumo.

Atualmente, o Brasil conta com 29 usinas de etanol de milho em operação e mais 27 estão previstas para serem inauguradas. O consumo do cereal por essa indústria subiu de 6,5 milhões de toneladas em 2000 para 28,5 milhões atualmente, evidenciando uma transformação significativa no perfil de consumo do milho no país.

Apesar do aumento no consumo, as exportações de milho enfrentam desafios. A Hedgepoint revisou suas expectativas, reduzindo as projeções de exportação para 41 milhões de toneladas nesta safra, devido à forte concorrência com os Estados Unidos e a Argentina. Além disso, a instabilidade em mercados tradicionais, como o Irã, afetada pela guerra no Oriente Médio, também impacta as vendas externas. Embora países como Egito, Vietnã e Argélia tenham aumentado suas compras, isso não compensa a perda de volume normalmente adquirido pelo Irã.

O cenário do mercado de açúcar, por sua vez, apresenta uma recuperação nas negociações externas, mas ainda sem uma tendência de alta clara. A analista Lívea Coda, da Hedgepoint, aponta que o mercado permanece volátil, refletindo as incertezas globais e a dinâmica de oferta e demanda.

Com a previsão de um El Niño impactando o clima, as expectativas para a próxima safra de milho são de que as chuvas sejam favoráveis no início do plantio, mas a continuidade das condições climáticas ainda é incerta. Assim, o setor agrícola brasileiro se prepara para um ano desafiador, onde o equilíbrio entre produção e consumo será crucial para a manutenção da competitividade no mercado global.

Últimas Notícias