Um homem de 40 anos foi detido pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (18) em Primavera do Leste, após sua esposa, também de 40 anos, denunciar agressões físicas e violência sexual. A ocorrência foi registrada como estupro, lesão corporal, perseguição e violência psicológica contra a mulher.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Força Tática foi acionada por volta das 15h45 para atender a uma denúncia de possível violência doméstica. No local, os policiais entraram em contato com a vítima, que relatou ter sido agredida fisicamente pelo marido no mesmo dia.
Os militares encontraram uma lesão visível na região do rosto da mulher. Ela também mencionou sentir dores na virilha, embora não houvesse lesão aparente nessa área, conforme o registro policial.
Durante o atendimento, a mulher revelou que, na noite anterior, foi forçada pelo marido a manter relações sexuais sem seu consentimento. A denúncia foi formalizada para que as autoridades competentes possam investigar o caso.
Além disso, a vítima relatou que, durante uma discussão, o suspeito danificou seu celular e clonou sua conta do WhatsApp, acessando indevidamente suas conversas. Enquanto o boletim de ocorrência estava sendo elaborado, o homem desbloqueou um dos aparelhos, permitindo que a mulher recuperasse o acesso ao aplicativo.
A mulher também informou aos policiais que o marido a ameaçou, mencionando uma suposta organização criminosa, afirmando que poderia acionar membros do grupo para intimidar pessoas com quem ela se relacionasse.
Com base nas informações, a equipe se dirigiu ao local de trabalho do suspeito, em uma obra na Avenida Amazonas, onde ele foi localizado e abordado. Durante a abordagem, o homem alegou que havia descoberto uma suposta traição por parte da esposa.
O casal foi encaminhado separadamente à Delegacia de Polícia Civil de Primavera do Leste, onde o caso ficará sob investigação e as medidas cabíveis serão adotadas. As acusações relatadas no boletim serão apuradas pela Polícia Civil. O registro policial não implica condenação, e o investigado tem direito à ampla defesa e ao contraditório.




