Jared Kushner, genro e assessor sênior de Donald Trump, se encontrou com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em Jerusalém, nesta segunda-feira (17). O objetivo da reunião foi destravar o plano do presidente dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, um tema que se tornou ainda mais urgente após a participação de Kushner em uma rara conversa com o novo líder do Hamas, Khalil al-Hayya, no Cairo no dia anterior.
Khalil al-Hayya, que assumiu a liderança do Hamas no mês passado após a morte de Yahya Sinwar, discutiu com Kushner as complexas dinâmicas que cercam a situação em Gaza. Enquanto isso, Netanyahu, que enfrenta uma pressão crescente em sua coalizão governista, rejeitou publicamente um acordo proposto por Washington que prevê o desarmamento do Hamas em troca da retirada das tropas israelenses da região.
Trump havia delineado um plano em etapas, onde o Exército de Tel Aviv começaria a se retirar à medida que o desarmamento do Hamas progredisse. Uma “Força Internacional de Estabilização” seria estabelecida para trabalhar em conjunto com uma nova força civil e policial palestina, visando garantir a segurança na área. No entanto, Netanyahu deixou claro que Israel não retirará suas forças até que o Hamas e outros grupos armados em Gaza sejam completamente desarmados.
Segundo fontes diplomáticas, é improvável que Israel faça concessões significativas sobre Gaza antes das eleições nacionais marcadas para 27 de outubro. Kushner, que estava acompanhado de Nickolay Mladenov, enviado do Conselho de Paz de Trump para Gaza, discutiu a implementação do plano de 20 pontos que Trump apresentou anteriormente para encerrar o conflito, um acordo que tanto Israel quanto o Hamas aceitaram no ano passado.
Apesar das tentativas de negociação, os avanços têm sido limitados. Israel continua a realizar ataques contra Gaza, mesmo após ter concordado com um cessar-fogo como parte do plano de Trump. O Hamas, por sua vez, aceitou recentemente um novo roteiro de 15 pontos apoiado pelos EUA, mas Israel já rejeitou esse documento.
Enquanto isso, Trump reiterou em suas redes sociais que não permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares, reafirmando que a segurança da região é uma prioridade. “O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de nenhuma maneira, armas nucleares”, afirmou o ex-presidente, destacando a importância de manter a estabilidade no Oriente Médio.




