A investigação sobre a execução de Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, avançou para uma nova etapa nesta segunda-feira (10), com a deflagração da Operação Véu de Ísis pela Polícia Civil. Esta ação representa a terceira fase das investigações sobre o assassinato da jovem, ocorrido dentro de uma casa noturna em Poxoréu, em maio deste ano.
Nesta fase, estão sendo cumpridas cinco ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. As medidas estão sendo executadas simultaneamente em Poxoréu, onde duas ordens são cumpridas, em Rondonópolis, com duas ordens, e em Cuiabá, com uma.
Um dos mandados de prisão preventiva é direcionado a um investigado que já havia sido preso temporariamente durante a Operação Elo Oculto, deflagrada em julho.
Vereador foi preso em fase anterior
Conforme já publicado, durante a Operação Elo Oculto, o vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), foi preso temporariamente no âmbito da investigação. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu oito ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária.
Antes disso, no início de junho, policiais já haviam cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do parlamentar. Na época, Túlio César negou qualquer participação no homicídio e afirmou que estava à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A Operação Véu de Ísis é resultado da análise dos materiais apreendidos e das informações coletadas nas etapas anteriores do inquérito. Segundo a Polícia Civil, os novos elementos permitiram aprofundar a apuração sobre a dinâmica do assassinato, sua motivação e a eventual participação de outras pessoas.
Execução dentro de casa noturna
Lavignia foi assassinada na madrugada de 10 de maio, dentro de uma casa noturna localizada às margens da MT-130, em Poxoréu. O criminoso entrou no estabelecimento, efetuou disparos contra a jovem e fugiu.
Em entrevista durante a Operação Elo Oculto, o delegado Honório Neto revelou que a jovem foi atingida por pelo menos cinco disparos, direcionados principalmente à face e ao tórax. Segundo o delegado, tiros foram disparados mesmo após Lavignia já estar caída, o que reforça a hipótese de uma execução planejada.
Suspeita de envolvimento de facção
A principal linha investigativa aponta para o envolvimento de uma facção criminosa. A suspeita é de que integrantes do grupo acreditavam que Lavignia repassava informações às forças de segurança sobre atividades relacionadas ao tráfico de drogas na região.
Nas etapas anteriores, a Polícia Civil informou que a mãe da jovem trabalhava na base da Polícia Militar de Poxoréu e que Lavignia eventualmente frequentava o local. Essa proximidade teria levado integrantes da organização criminosa a suspeitar que ela atuava como informante, resultando na determinação de sua morte.
Prisão e confronto durante investigação
O caso já provocou outras ações policiais. Poucos dias após o assassinato, um suspeito de participação no crime foi preso em Rondonópolis. Outro investigado morreu durante um confronto com policiais da Força Tática em Poxoréu, durante diligências relacionadas à investigação.
Agora, com a Operação Véu de Ísis, a Polícia Civil busca avançar na identificação e individualização das condutas de todos os envolvidos no assassinato.
Véu de Ísis
O nome da terceira fase, “Véu de Ísis”, simboliza, segundo a Polícia Civil, o avanço das investigações e a revelação de elementos que ainda permaneciam ocultos nas etapas anteriores. A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Poxoréu, com apoio de unidades da Polícia Civil nos municípios envolvidos.
As investigações continuam para o completo esclarecimento do homicídio e identificação da participação de cada envolvido. O procedimento tramita sob sigilo.




