A popularização da jardinagem, impulsionada pela pandemia, trouxe à tona um problema crescente: a venda de sementes falsas que enganam tanto jardineiros amadores quanto agricultores. A advogada Maria Inês Dolci destaca que, com o aumento do interesse por plantas ornamentais e flores exóticas, os golpistas têm se aproveitado desse cenário para aplicar fraudes, utilizando imagens atraentes de produtos que não correspondem à realidade.
O fenômeno das sementes falsas não é novo, mas ganhou força com o crescimento de grupos de WhatsApp e influenciadores que compartilham dicas sobre cultivo. A busca por variedades raras e exóticas leva muitos a caírem em armadilhas, adquirindo produtos que não apenas não germinam, mas que podem prejudicar outras plantas. Dolci alerta que o cuidado deve ser redobrado, especialmente ao observar preços muito abaixo da média de mercado, que geralmente são um sinal de alerta.
Além disso, a advogada sugere que os consumidores verifiquem a reputação dos vendedores e consultem avaliações de outros compradores. Para aqueles que já adquiriram sementes suspeitas, a recomendação é plantar em vasos isolados, evitando a contaminação de outras plantas no jardim. Em caso de prejuízos, o Procon é a instância indicada para buscar reparação, uma vez que o Código de Defesa do Consumidor protege os consumidores de práticas enganosas.
A mensagem é clara: é fundamental estar atento e informado para evitar cair nas armadilhas do comércio de sementes falsas, que não apenas prejudicam o cultivo, mas também desrespeitam o amor pela jardinagem e a busca por um ambiente mais verde e bonito. A conscientização é a melhor defesa contra esses golpes.




