A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) reafirmou nesta quinta-feira (6) que seu boicote às competições da Fifa (Federação Internacional de Futebol), incluindo as Copas do Mundo, permanece em vigor. Essa decisão se mantém mesmo após a Fifa ter abandonado seu controverso plano de abrir a entidade a investidores privados. A Uefa destacou que as federações-membro deixaram claro que a participação nas competições da Fifa estava condicionada a garantias que, segundo a entidade europeia, não foram oferecidas. A Uefa expressou que, além da retirada do projeto da Fifa, que já foi uma exigência atendida, ainda são necessárias garantias de que tentativas de desfigurar o futebol dessa maneira não se repetirão. “Essas condições não foram cumpridas”, afirmou a Uefa, que também ressaltou ter perdido a confiança na presidência de Gianni Infantino. No dia anterior, a cúpula da Fifa, após uma reunião de crise em Marrocos, reconheceu “erros” e pediu desculpas pelo plano que previa a criação de uma empresa comercial aberta a investidores externos. Apesar disso, a entidade máxima do futebol mundial reiterou seu apoio ao presidente Infantino, que é o único dirigente eleito pelas 211 associações-membro da Fifa. A Uefa, por sua vez, não hesitou em criticar a declaração de apoio à Infantino, afirmando que as opiniões expressas por pessoas ligadas ao presidente não mudam a situação. A proposta da Fifa, que gerou ampla rejeição, foi retirada poucos dias após sua apresentação, especialmente devido à forte oposição da Uefa e da Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, América Central e Caribe). Enquanto isso, a CAF (Confederação Africana de Futebol), que é mais favorável a Infantino, realiza uma reunião em Cairo, onde deve reafirmar seu apoio ao presidente da Fifa. A situação se torna cada vez mais tensa, com a Uefa mantendo sua posição firme e a Fifa tentando recuperar a confiança das federações.


