A Fifa está considerando a possibilidade de aumentar o número de seleções participantes da Copa do Mundo de 48 para 64 na edição de 2030. Essa proposta, que visa celebrar o centenário do torneio, está sendo analisada com cautela e pode ter um impacto significativo no formato do evento. Um documento acessado pela Reuters revela que a entidade máxima do futebol mundial pretende nomear uma agência independente para avaliar os efeitos dessa expansão.
A ideia de incluir mais 16 seleções foi inicialmente proposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que deseja que mais países possam participar das festividades do centenário. A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, já foi a primeira a adotar o novo formato de 48 seleções, aumentando o número de jogos e grupos.
A Fifa, em seu documento, expressou a intenção de entender como essa nova expansão poderia influenciar a competição, considerando aspectos como a diluição do nível de competição, a complexidade operacional e a saturação do mercado. Além disso, a análise deve incluir a viabilidade econômica, como a geração de receitas por meio de vendas de ingressos e direitos de transmissão.
Críticos da proposta, como o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já se manifestaram contra a ideia, argumentando que a expansão pode não ser benéfica para o torneio. A Confederação Asiática de Futebol também expressou sua oposição, levantando questões sobre os limites de uma possível expansão futura.
A Fifa anunciou que uma decisão sobre a seleção da agência para conduzir o estudo será tomada em 14 de agosto, com um prazo de quatro semanas para a entrega da análise, prevista para 11 de setembro. A Copa do Mundo de 2030 será realizada em conjunto por Marrocos, Portugal e Espanha, com a Argentina, Paraguai e Uruguai sediando uma partida cada para comemorar o centenário do torneio.




