A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou na última quinta-feira (30) uma estratégia para adiar o vencimento de parte de sua dívida internacional, transferindo o prazo de 2028 para 2030. No mesmo comunicado, a empresa revelou suas estimativas preliminares para o primeiro semestre de 2026, que indicam um prejuízo ainda maior, além de um aumento na dívida e no nível de endividamento em comparação ao início do ano.
A receita líquida da CSN deve se manter em linha com o mesmo período de 2025, mas a previsão de prejuízo líquido é alarmante, podendo alcançar entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão. Para efeito de comparação, o prejuízo líquido no primeiro semestre de 2025 foi de R$ 861,9 milhões.
As projeções também indicam um crescimento na dívida bruta, que deve atingir R$ 54 bilhões, superando os R$ 50,4 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A dívida líquida ajustada está prevista para R$ 44 bilhões, um aumento em relação aos R$ 40,5 bilhões de 2025. Outros indicadores financeiros, como o equivalente de caixa e o índice de alavancagem, devem apresentar aumentos leves e moderados, de acordo com as estimativas da companhia.
A proposta de renegociação da dívida envolve US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,6 bilhões) em títulos emitidos no exterior. A CSN está oferecendo novos papéis com vencimento em 2030, além de um pagamento parcial em dinheiro aos investidores, com o intuito de aliviar a pressão sobre o caixa nos próximos anos.
Como parte do incentivo para os credores aceitarem a operação, a empresa se compromete a pagar até US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão) em dinheiro, além de oferecer títulos com juros de 11% ao ano, superior aos 6,75% ao ano atualmente pagos. Os credores terão a opção de aceitar ou não a proposta dentro de um prazo que ainda não foi divulgado.
Essas movimentações refletem a tentativa da CSN de reestruturar sua dívida e melhorar sua saúde financeira em um cenário desafiador. A companhia busca, assim, garantir sua sustentabilidade e minimizar os impactos negativos de um endividamento crescente.




