Os Estados Unidos informaram na noite desta terça-feira (28) que o Irã lançou “múltiplos mísseis balísticos” direcionados a forças americanas no Oriente Médio. Este ataque representa a retomada das ofensivas do regime persa contra alvos americanos na região, que haviam sido suspensas desde a última sexta-feira (24), quando o presidente Donald Trump decidiu não escalar o conflito conforme havia prometido.
Em um comunicado divulgado pelo Comando Central das Forças Armadas Americanas (Centcom), responsável pela supervisão das operações no Oriente Médio, foi afirmado que os mísseis foram lançados em uma “tentativa de ataque surpresa”. A nota destacou que todos os projéteis iranianos foram interceptados com sucesso, e que as forças dos EUA permanecem em estado de alerta e vigilância.
Embora a nota não tenha especificado quais foram os alvos, informações do site Axios, citando uma fonte anônima do governo americano, indicam que os mísseis balísticos foram direcionados a uma base dos EUA na Jordânia. A situação é tensa, e a resposta do regime iraniano ainda não foi divulgada.
Na última quinta-feira (23), Trump havia declarado que estava “considerando um ataque maciço, maior do que nunca” contra o Irã, em uma entrevista ao Axios. No entanto, na sexta-feira, ele recuou dessa posição após receber alertas da cúpula militar americana sobre os riscos de uma campanha que poderia esgotar os estoques de armas do país sem alcançar os resultados desejados.
O presidente republicano negou que houvesse problemas no arsenal militar dos EUA, afirmando que Washington possui mais munição do que necessita para o conflito. Na segunda-feira (27), Trump mencionou que estava “em conversas muito profundas com o Irã”, mas o regime persa tem rejeitado publicamente qualquer negociação, buscando se posicionar de forma mais forte enquanto continua a desestabilização na região, especialmente no estreito de Hormuz.
Além disso, o Irã conta com o apoio dos rebeldes houthis, seus aliados no Iémen, que começaram a ameaçar navios e portos da Arábia Saudita no mar Vermelho. Essa situação aumenta a possibilidade de uma disrupção global, uma vez que Riad apoia uma coalizão que combate os houthis, grupo que controla a capital iemenita, Sanaa, e partes significativas do oeste do país. Na semana passada, os sauditas intensificaram os bombardeios contra os rebeldes, complicando ainda mais a dinâmica na região.




