Post: Pequenas e médias empresas lutam para aproveitar acordo entre Mercosul e União Europeia

Pequenas e médias empresas brasileiras enfrentam desafios para aproveitar o acordo Mercosul-UE, com foco em tarifas e exigências regulatórias.
Pequenas e médias empresas lutam para aproveitar acordo entre Mercosul e União Europeia

As pequenas e médias empresas brasileiras enfrentam desafios significativos para usufruir dos benefícios do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Enquanto grandes exportadoras já estão revisando seus contratos e estratégias de exportação, as empresas menores ainda tentam entender como se beneficiar da redução de tarifas e quais produtos são elegíveis. O cenário se complica com a necessidade de adaptação a novas exigências regulatórias e de comprovação de origem das mercadorias.

O acordo, que entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, elimina imediatamente tarifas de cerca de 5.000 produtos brasileiros exportados para a União Europeia e estabelece cronogramas graduais para a redução de tarifas de outros itens. No entanto, para aproveitar essas preferências comerciais, as empresas precisam estar atentas a diversos fatores, como a verificação da eliminação imediata das tarifas, a adaptação dos sistemas internos de controle e o cumprimento das exigências sanitárias e ambientais exigidas pelo bloco europeu.

Diante desse quadro, o governo brasileiro está se mobilizando para oferecer suporte às pequenas e médias empresas, enquanto associações empresariais e consultorias especializadas intensificam suas ações de orientação. De acordo com levantamento da ApexBrasil, as exportações brasileiras para a União Europeia já aumentaram em US$ 2 bilhões nos primeiros dois meses de vigência do acordo. Contudo, advogados que assessoram empresas exportadoras alertam que o principal obstáculo atual é operacional, e não jurídico.

“A implementação pegou as empresas desprevenidas. Podemos ter um risco de demorar para usufruir dos benefícios que vêm do acordo”, afirma um especialista do setor. A corrida para se adaptar às novas regras é intensa, especialmente para aqueles que desejam ocupar as cotas anuais limitadas de exportação. Com a expectativa de que a implementação definitiva do acordo dependa de trâmites institucionais na União Europeia, a urgência em se adequar se torna ainda mais evidente, pois as oportunidades de investimento e reorganização das cadeias produtivas entre os dois blocos estão em jogo. As pequenas e médias empresas, que representam uma parte significativa da economia brasileira, precisam agir rapidamente para não ficarem para trás nesse novo cenário comercial. O sucesso na adaptação a essas novas regras poderá significar não apenas a sobrevivência, mas também o crescimento e a expansão no mercado europeu.

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