O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, fez uma declaração polêmica nesta terça-feira (21), ao afirmar que a polícia da cidade “não tem autoridade independente” para executar o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Durante sua campanha, Mamdani havia prometido que, caso eleito, prenderia Netanyahu se este visitasse a cidade para a Assembleia-Geral da ONU, programada para setembro. No entanto, em uma entrevista ao jornal The New York Times no último sábado (18), o prefeito havia afirmado que sua equipe estava avaliando a possibilidade de cumprir a ordem de prisão.
Agora, Mamdani voltou atrás em sua promessa, mas não hesitou em instar o governo dos Estados Unidos a deter Netanyahu e deportá-lo para Haia. “Binyamin Netanyahu é um criminoso de guerra e arquiteto de um terrível genocídio contra o povo palestino”, declarou o prefeito em um vídeo divulgado na noite de terça. Ele destacou a responsabilidade do premiê na morte de milhares de pessoas e em ataques a hospitais e unidades de terapia intensiva neonatal, além de mencionar a fome causada pelo bloqueio de alimentos.
Mamdani, que é uma das vozes mais críticas a Israel dentro do Partido Democrata, afirmou que seu governo analisou todas as possibilidades legais e concluiu que Nova York não possui a autoridade jurídica para executar o mandado do TPI. “O governo federal, porém, tem essa autoridade, e insto-o a se juntar ao TPI e cumprir esse mandado”, ressaltou.
O prefeito também declarou que Netanyahu “não é bem-vindo em Nova York”, embora não tenha especificado o que isso significaria para a presença do premiê na cidade durante a Assembleia-Geral. Tradicionalmente, autoridades estrangeiras recebem escolta armada da polícia nova-iorquina durante o evento.
Mamdani surpreendeu o establishment político democrata ao derrotar o ex-governador Andrew Cuomo nas primárias do partido, o que praticamente garantiu sua eleição como prefeito da cidade mais rica e populosa dos Estados Unidos. Desde sua posse, ele tem se destacado por suas posições firmes e polêmicas em relação a questões internacionais e direitos humanos.




