Post: Dólar fecha em R$ 5,08, enquanto bolsa registra quarta queda consecutiva

Dólar fecha em R$ 5,08, enquanto bolsa registra quarta queda consecutiva. Entenda os fatores que impactaram o mercado.
Dólar fecha em R$ 5,08, enquanto bolsa registra quarta queda consecutiva

O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,08, refletindo uma nova queda impulsionada pela valorização do petróleo e pelos juros elevados no Brasil. Em contrapartida, a bolsa de valores enfrentou sua quarta sessão de perdas consecutivas, pressionada pelas desvalorizações de ações de mineradoras.

No início do pregão, o mercado reagiu positivamente a indícios de uma possível diminuição das tensões no Oriente Médio. No entanto, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acabaram por manter a cautela entre os investidores.

Principais números:

  • Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089;
  • Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos;
  • Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril;
  • Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,42%, fechando o dia a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda já apresenta uma desvalorização de 1,42% em relação ao real, e a queda chega a 7,28% em 2026.

Esse movimento acompanhou a desvalorização da moeda americana em relação a outras divisas de países emergentes, mesmo com o dólar se valorizando frente a moedas de economias desenvolvidas. A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de propostas de mediadores internacionais para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a demanda global por ativos considerados mais seguros.

No cenário interno, a diferença elevada de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou a sustentar operações de carry trade, onde investidores captam recursos em países com juros baixos para investir em mercados com taxas mais elevadas. A valorização do petróleo também contribuiu para a melhora das perspectivas de entrada de dólares no país por meio das exportações, com a balança comercial brasileira registrando um superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, impulsionado por um crescimento de 6,7% nas exportações acumuladas no mês, especialmente na indústria extrativa.

Bolsa

O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Contudo, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando a cautela nos mercados.

A alta das ações da Petrobras, beneficiadas pela valorização do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda das ações de mineradoras, que pressionaram o índice para baixo.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações durante o dia, refletindo as incertezas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio. O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, após superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.

Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir após Trump prometer uma resposta mais intensa a novos ataques contra militares americanos. As restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho continuam a alimentar preocupações sobre a oferta global de petróleo.

*Com informações da Reuters

Últimas Notícias