A Suécia, em uma decisão que surpreendeu muitos torcedores e especialistas, optou por abolir o uso do VAR (árbitro assistente de vídeo) em todas as suas divisões. Este movimento a coloca como a única entre as 30 maiores ligas do futebol europeu a rejeitar a tecnologia, e até o momento, não há sinais de que alguém sinta falta do sistema.
O VAR, frequentemente criticado por interromper o fluxo do jogo e por decisões consideradas controversas, foi alvo de protestos nas redes sociais e nas arquibancadas. Termos como “VARgentina” e “análise forense” têm sido usados para descrever a frustração dos fãs com a tecnologia, que, segundo muitos, mina a espontaneidade do futebol.
Um exemplo recente que ilustra a controvérsia em torno do VAR ocorreu na partida entre EUA e Bósnia, onde uma expulsão foi revertida após uma ligação do ex-presidente Donald Trump para o presidente da FIFA, Gianni Infantino. Esse tipo de intervenção não é possível na Suécia, onde o debate sobre o VAR foi amplamente influenciado pela opinião dos torcedores.
Durante a pandemia, a discussão sobre a adoção do VAR ganhou força, mas, ao contrário de outros países, a voz dos torcedores suecos foi ouvida. A legislação local exige que os clubes sejam dirigidos por seus associados, o que significa que a maioria dos clubes da primeira e segunda divisão se opôs à tecnologia. Em uma votação recente, mais da metade dos clubes reafirmou sua posição contra o VAR, refletindo o sentimento predominante entre os torcedores.
A pressão da UEFA, que exige o uso do VAR em seus campeonatos, não foi suficiente para alterar a decisão sueca. Enquanto isso, na Noruega, a resistência ao VAR foi quebrada, mesmo diante da oposição de grupos de torcedores.
Protestos contra o VAR não são exclusivos da Suécia. Na Alemanha, torcedores têm se manifestado ativamente, com um incidente notável em que um fã invadiu o campo e desligou o equipamento do VAR durante uma partida. Faixas com mensagens de protesto são comuns nas arquibancadas, com críticas contundentes ao sistema.
Com a recente onda de decisões polêmicas nas ligas europeias, a rejeição ao VAR na Suécia parece ter encontrado ressonância entre os fãs, que buscam um futebol mais fluido e menos interrompido por revisões de vídeo. A decisão sueca pode ser vista como um reflexo de um desejo mais amplo por um jogo que preserve sua essência e dinamismo, mesmo em uma era marcada pela tecnologia.




