Post: Máscaras de proteção facial ajudam jogadores a voltar mais rápido após fraturas na Copa do Mundo

Máscaras de proteção facial ajudam jogadores a voltar mais rápido após fraturas na Copa do Mundo, garantindo segurança e performance.
Máscaras de proteção facial ajudam jogadores a voltar mais rápido após fraturas na Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada não apenas por grandes jogadas, mas também pelo uso de máscaras de proteção facial por alguns jogadores. Atletas como Djed Spence, da Inglaterra, e outros de diferentes seleções têm utilizado esse equipamento para garantir sua segurança e acelerar o retorno aos gramados após fraturas na face. Essas máscaras, confeccionadas sob medida, são fundamentais para proteger áreas lesionadas e permitir que os jogadores voltem às competições antes da cicatrização completa dos ossos quebrados.

O uso de máscaras não é uma novidade no esporte de alto rendimento. Durante as Olimpíadas do Rio em 2016, por exemplo, o italiano Matteo Aicardi competiu no polo aquático utilizando uma máscara similar. Segundo Cláudio Etzberger, membro da equipe médica dos Jogos Olímpicos e especialista em odontologia do esporte, o uso desse acessório é mais comum em modalidades que envolvem contato físico intenso, como futsal, basquete, vôlei e handebol, além do futebol de cegos.

As máscaras funcionam como um escudo para os atletas, ajudando a prevenir novas fraturas e permitindo um retorno mais rápido aos treinos. “A máscara pode antecipar a tua volta depois de um trauma na face. Ela ajuda a amenizar uma pancada, prevenindo uma nova fratura”, explica Etzberger. Sem o uso desse equipamento, os jogadores precisam aguardar a consolidação da fratura, o que geralmente leva de 45 a 90 dias, tempo semelhante ao de uma fratura no braço.

No futebol, as fraturas mais comuns ocorrem no nariz, na mandíbula e no osso zigomático, conhecido como osso da maçã do rosto. Após uma fratura, o primeiro passo é reposicionar o osso, seja por meio de cirurgia ou não, para que ele calcifique corretamente. Depois disso, o atleta pode voltar a jogar utilizando a máscara.

Alexandre Barberini, dentista da equipe Grêmio Osasco Audax e professor da Associação Brasileira de Odontologia, ressalta que todas as fraturas faciais geralmente requerem o uso de máscaras em conjunto com protetores bucais. A solicitação para a confecção da máscara é feita pelo médico do clube, enquanto os protetores bucais são pedidos pelo dentista do esporte.

A fabricação dessas máscaras é um processo complexo que envolve a personalização de cada modelo de acordo com as necessidades específicas de cada atleta. O resultado é um equipamento que não apenas protege, mas também permite que os jogadores mantenham sua performance em alto nível, mesmo após lesões. Com o avanço da tecnologia, as máscaras têm se tornado cada vez mais eficientes, garantindo que os atletas possam competir com segurança e confiança, mesmo em situações adversas. A Copa do Mundo, portanto, não é apenas um palco para os melhores do futebol, mas também um espaço onde a inovação e a medicina esportiva se encontram, garantindo a saúde e a continuidade da carreira dos atletas.

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