A inteligência israelense informou ao governo dos Estados Unidos sobre um suposto plano do Irã para assassinar o ex-presidente Donald Trump. A revelação foi feita pelo jornal americano Wall Street Journal (WSJ) nesta quinta-feira (9). Embora o periódico não tenha fornecido detalhes sobre a data em que o plano foi concebido, a informação sugere que essa ação seria uma retaliação prometida desde a morte do general Qassim Suleimani, ocorrida em janeiro de 2020, durante o primeiro mandato de Trump.
Suleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, foi eliminado em um ataque com drone dos EUA nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque. Desde 2011, ele era considerado um terrorista pelos governos dos Estados Unidos e de Israel e tinha uma relação próxima com o aiatolá Ali Khamenei, que também foi morto em um bombardeio em fevereiro deste ano. A cerimônia fúnebre de Khamenei, que ocorreu recentemente, contou com manifestantes segurando cartazes que pediam a morte de Trump.
Além disso, outros ataques recentes resultaram na morte de figuras importantes do regime iraniano, incluindo o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e o ministro da Inteligência do Irã, em março, e o general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, em abril.
A embaixada israelense em Washington não se manifestou sobre o assunto quando procurada pelo WSJ. Em resposta, a Casa Branca divulgou uma declaração de Trump, feita durante uma visita a Ancara, na Turquia, onde ele mencionou que “sou o número um na lista de alvos”. Na mesma data, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que Trump havia conversado por telefone com ele, informando sobre ações militares em andamento na região do Golfo Pérsico.
As forças dos Estados Unidos intensificaram os ataques ao Irã pelo terceiro dia consecutivo, após Trump afirmar que a trégua estabelecida em 17 de junho havia chegado ao fim. O Exército dos EUA declarou que os ataques têm como objetivo impedir que o Irã feche o estreito de Hormuz, uma área estratégica para a navegação e o transporte de petróleo. Além disso, Washington acusou forças iranianas de atacarem três petroleiros na região. Esse cenário de tensão entre os EUA e o Irã continua a se intensificar, refletindo as complexas relações diplomáticas e militares entre as nações envolvidas.



