O Irã deu adeus ao seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, em uma cerimônia de sepultamento realizada nesta quinta-feira (9) no santuário mais sagrado do país, em Mashhad. O evento marca o fim de uma semana intensa de luto, que incluiu cortejos fúnebres massivos e manifestações, em meio a um novo conflito com os Estados Unidos que se intensificou após o assassinato de Khamenei.
O corpo do líder foi transportado em um caminhão pelas ruas lotadas de Mashhad, cercado por clérigos de turbantes brancos e por uma multidão de enlutados vestidos de preto. Os presentes agitaram bandeiras iranianas e fotografias do falecido líder, enquanto cartazes com slogans revolucionários eram exibidos em meio à multidão.
A cerimônia de sepultamento não apenas simboliza a perda de um líder, mas também reflete a luta contínua do Irã diante de desafios internos e externos. Apesar de ter resistido a meses de ataques de seus inimigos, o legado de Khamenei, que governou por 37 anos, é alvo de críticas e questionamentos. Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, permanece fora da vista pública após ter sido ferido no mesmo ataque que matou seu pai. Fontes em Teerã indicam que Mojtaba está se recuperando, mas ainda não se sente bem o suficiente para aparecer em público. O estado de segurança do país também está em alerta, com medidas sendo tomadas para proteger o novo líder em potencial de possíveis novos ataques.
Enquanto a multidão aguardava o cortejo fúnebre, gritos por vingança contra o presidente dos EUA, Donald Trump, ecoavam nas ruas. “Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, nós vamos te matar!”, clamavam os presentes, evidenciando a profunda animosidade que permeia as relações entre o Irã e os Estados Unidos. O sepultamento de Khamenei não apenas encerra uma era, mas também marca um momento de incerteza para o futuro do Irã e sua posição no cenário global.




