Post: Cesta básica tem aumento em 17 capitais brasileiras em junho

Em junho, a cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras, com destaque para Boa Vista e São Paulo.
Cesta básica tem aumento em 17 capitais brasileiras em junho

A cesta básica registrou aumento de preços em 17 capitais brasileiras no mês de junho, conforme aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em contrapartida, nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta apresentou queda.

cesta em detalhes

O maior aumento foi observado em Boa Vista, onde a cesta básica subiu em média 3,28%. Logo atrás, aparecem Palmas com 3,01%, Rio Branco com 2,20% e Porto Alegre com 2,18%. Em contrapartida, a maior redução foi em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%, seguida por Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Nos primeiros seis meses de 2023, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com variações que foram de 4,02% em São Luís a 21,48% em Fortaleza. Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento no mês passado foi o feijão, que teve alta em todas as cidades analisadas. Essa valorização é atribuída à diminuição da área cultivada e às adversidades climáticas que impactaram as safras.

Além do feijão, também houve aumento nos preços do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral. Em junho, a capital com a cesta básica mais cara foi São Paulo, com um custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Já nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base na cesta básica mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o valor do salário mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. Esse montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, que está fixado em R$ 1.621.

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