José da Cruz Evangelista, de 63 anos, é alvo de uma intensa busca pelas forças de segurança após ser apontado como o principal suspeito do assassinato de sua esposa, Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos. O crime ocorreu na madrugada deste sábado (4), em um bar localizado no bairro Jardim Planalto, em Confresa. Após o ato violento, o homem fugiu e ainda não foi localizado. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
De acordo com o delegado Rogério Irlandes, o casal estava junto desde janeiro deste ano e residia no mesmo local. A Polícia Militar foi chamada por volta das 2h12, após uma testemunha relatar que uma mulher havia sido esfaqueada no bar. Ao chegarem, os policiais encontraram Daiany caída no chão. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas confirmou a morte da vítima.
O proprietário do bar relatou que o casal estava discutindo quando José sacou uma faca. Na tentativa de proteger Daiany, o comerciante foi atingido por um golpe superficial no braço direito. Mesmo após a intervenção, a mulher tentou se refugiar em um dos quartos da residência anexa ao bar, mas foi perseguida pelo suspeito, que desferiu diversos golpes de faca, resultando em sua morte antes da chegada dos socorristas.
Após o crime, José da Cruz Evangelista desapareceu. As equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região e em possíveis esconderijos, mas até o momento, ele não foi encontrado. A área do crime foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que estão responsáveis pela investigação e pela apuração das circunstâncias que levaram ao homicídio.
Com a morte de Daiany Rodrigues de Souza, Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026, conforme dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O levantamento revela que a maioria das vítimas é assassinada por companheiros ou ex-companheiros, e que os crimes frequentemente ocorrem à noite e dentro da residência da vítima ou do agressor, evidenciando que a violência letal contra mulheres está, na maioria das vezes, ligada ao ambiente doméstico e às relações íntimas.




