A recente anulação do gol de Josko Gvardiol, da Croácia, durante a partida contra Portugal na fase de 32 da Copa do Mundo, gerou debates acalorados entre comentaristas e torcedores. O lance, que ocorreu nos acréscimos da partida, foi decidido com a ajuda do chip da bola Trionda, que detectou um desvio imperceptível do atacante Matanovic, resultando na anulação do gol por impedimento.
Este chip, que envia dados de rastreamento em tempo real, é um dos avanços tecnológicos mais significativos do futebol moderno. Equipado com sensores internos, ele combina informações de posicionamento dos jogadores com inteligência artificial, permitindo um monitoramento preciso da bola. O sensor ultraleve da Trionda é capaz de registrar cada toque e determinar o momento exato em que ocorre, com uma precisão de até dois milissegundos, enviando dados ao VAR 500 vezes por segundo.
Durante a transmissão do jogo, um gráfico semelhante a um eletrocardiograma foi apresentado, mostrando uma alteração na linha no momento do toque de Matanovic na bola. Após a partida, o jogador admitiu que sentiu um leve contato: “Sinceramente, acho que senti um pequeno contato no cabelo”, declarou.
O chip já havia sido utilizado na Copa do Qatar, onde ajudou a esclarecer a autoria de um gol na partida entre Portugal e Uruguai, que inicialmente foi creditado a Cristiano Ronaldo, mas depois passou a ser atribuído ao meia Bruno Fernandes.
Diferente das bolas Al Rihla e Al Hilm, da Copa anterior, onde o chip estava localizado no centro, a Trionda possui o mecanismo instalado em um de seus quatro painéis. Essa nova configuração permite que os outros três painéis atuem como contrapesos, garantindo maior estabilidade à bola durante a trajetória. Essa inovação é uma demonstração clara de como a tecnologia está transformando o futebol, tornando-o mais justo e preciso, mesmo em situações que antes eram difíceis de avaliar.




