Post: Petróleo cai abaixo de US$ 70 e atinge nível pré-guerra; tráfego no Hormuz aumenta

Petróleo cai abaixo de US$ 70 e atinge nível pré-guerra; tráfego no Hormuz aumenta com cessar-fogo entre EUA e Irã.
Petróleo cai abaixo de US$ 70 e atinge nível pré-guerra; tráfego no Hormuz aumenta

O preço do petróleo alcançou um patamar que remete ao período anterior ao início da guerra no Irã, após mais de quatro meses de conflito. Em um contexto de cessar-fogo de 60 dias entre os Estados Unidos e o Irã, o barril Brent, referência mundial, fechou a US$ 71,57 na última quarta-feira (1°). Essa foi a primeira vez que a cotação ficou abaixo de US$ 72,48, valor registrado em 27 de fevereiro, véspera do início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã.

Nesta sexta-feira (3), o barril Brent foi negociado a US$ 69,58, marcando uma queda significativa, enquanto o petróleo WTI (West Texas Intermediate) era cotado a US$ 68,51, uma redução de 0,25%. Durante o auge da guerra, o preço do petróleo chegou a ultrapassar os US$ 119,46 em 9 de março, quando o Irã alertou que o valor poderia atingir US$ 200, dependendo da segurança regional.

A tensão no Oriente Médio aumentou, especialmente devido ao bloqueio no estreito de Hormuz, que é responsável por 20% da produção mundial de petróleo e gás. Durante os quatro meses de conflito, o preço do petróleo variou, superando os US$ 100 em diversos momentos, conforme as hostilidades se intensificavam ou diminuíam.

Recentemente, os EUA e o Irã iniciaram negociações para um cessar-fogo e a retomada do tráfego no Hormuz. Em 17 de junho, foi anunciado um acordo provisório que estabeleceu um cessar-fogo de 60 dias e a liberação da navegação pelo estreito. Desde então, o preço do petróleo não ultrapassou os US$ 83, culminando na queda abaixo do patamar pré-guerra.

O aumento do tráfego no estreito de Hormuz foi um fator que contribuiu para a queda dos preços do petróleo. Na semana entre 22 e 28 de junho, quase 250 navios passaram pelo estreito, um número que contrasta fortemente com os 41 trânsitos registrados na primeira semana da crise, em março. Esses dados, fornecidos pela Lloyd’s List Intelligence, indicam um aumento significativo na confiança das empresas de transporte marítimo em navegar pela região sem riscos.

Embora os números ainda estejam abaixo da média de 140 trânsitos diários antes da guerra, o aumento é um sinal positivo de que os operadores estão buscando aproveitar a relativa calma para movimentar navios que estavam retidos no Golfo ou para se beneficiar das altas taxas de frete. A expectativa é que, com a continuidade das negociações e a manutenção do cessar-fogo, o mercado de petróleo possa se estabilizar nos próximos meses.

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