O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enviou um documento aos Estados Unidos propondo vantagens comerciais que incluem a eliminação da tarifa sobre o etanol e a redução da carga tributária para empresas de cartão de crédito. No dossiê, Flávio defende o sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, como um dos legados da gestão Bolsonaro e contesta alegações de conflito de interesses levantadas pelos americanos, ressaltando que o Fed, banco central dos EUA, também opera uma ferramenta de pagamento chamada FedNow.
No entanto, o senador sugere um “compromisso legislativo” para que o Pix não seja conectado a sistemas de liquidação transfronteiriços considerados “não ocidentais”. Atualmente, o sistema de pagamentos instantâneos não realiza transferências internacionais, e o documento não especifica como seria implementado esse veto a sistemas estrangeiros.
Flávio Bolsonaro propõe uma “busca agressiva” por acordos comerciais que ampliem o comércio e o investimento entre Brasil e Estados Unidos. Nesse contexto, ele sugere que o Brasil “se liberte das amarras” do Mercosul, bloco que restringe negociações bilaterais, em uma manobra similar à realizada pelo presidente argentino, Javier Milei.
Além disso, o documento critica a aplicação de uma nova tarifa de 25% com base em investigações do USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA), considerando-a um erro político que favorece o presidente Lula (PT), potencial adversário de Flávio nas próximas eleições.
O senador também defende a redução da carga regulatória e tributária sobre cartões de crédito, um mercado dominado por duas empresas americanas, Visa e Mastercard. Ele argumenta que “instrumentos de pagamento privado” atualmente enfrentam um ônus regulatório e tributário que inibe a concorrência em vez de promovê-la. Segundo o texto, “reduzir esse ônus ampliaria a escolha do consumidor, diminuiria os custos das transações e apoiaria o crescimento econômico”.




