Durante a cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo por um minuto de silêncio em memória das vítimas do recente terremoto na Venezuela. Até o momento, o desastre natural resultou em 1.719 mortes e mais de 5.000 feridos, com estimativas indicando que o número de vítimas pode ser ainda maior, com dezenas de milhares de pessoas afetadas.
“Quero começar minha fala dedicando minha solidariedade ao povo e ao governo da Venezuela diante das perdas humanas e materiais incalculáveis causadas pelos terremotos da semana passada”, declarou Lula. O presidente brasileiro enfatizou a importância da solidariedade e da integração regional, especialmente em momentos de crise.
Além de manifestar seu apoio, Lula informou que conversou com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Na mesma ocasião, o ministro da Defesa brasileiro, José Múcio, estava programado para realizar uma visita oficial ao país, onde se reunirá com a política que assumiu o governo após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro.
O Brasil foi um dos primeiros países a oferecer ajuda após a tragédia. Dois dias após o terremoto, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional enviou uma equipe humanitária para auxiliar nas operações de busca. Desde o último sábado, um hospital de campanha, montado pela Marinha do Brasil, está em funcionamento em La Guaira, a região mais afetada, com capacidade para atender até 150 pacientes por dia.
A solidariedade brasileira não se limitou à Venezuela. Há apenas um mês, o Brasil também enviou ajuda à Bolívia, que enfrentava uma onda de protestos. O presidente Lula destacou que a Bolívia não se sentiu sozinha e que o apoio brasileiro é um passo importante para fortalecer laços democráticos na região.
Em seu discurso, Lula mencionou a chamada “onda azul”, referindo-se à ascensão de líderes de direita na América do Sul, e reafirmou que o Mercosul continua sendo o principal espaço institucional em um continente cada vez mais polarizado. Ele defendeu que o projeto de integração sul-americano deve estar acima de qualquer divergência ideológica, especialmente em tempos de crise.




