A partida entre França e Iraque, válida pelo Grupo I da Copa do Mundo de 2026, foi suspensa no intervalo, quando os franceses lideravam por 1 a 0. A decisão ocorreu em razão do risco de raios nas proximidades do Lincoln Financial Field, na Filadélfia, onde uma forte chuva atingiu a região no final do primeiro tempo. Assim que o árbitro canadense Drew Fischer apitou o fim da primeira etapa, um aviso foi exibido nos telões do estádio, orientando os torcedores a deixarem as arquibancadas e buscarem abrigo em locais cobertos devido à tempestade.
Esta é a primeira paralisação causada por condições climáticas adversas nesta edição do Mundial. Nos Estados Unidos, há um protocolo rigoroso que determina a interrupção de eventos esportivos sempre que há risco de descargas elétricas nas proximidades das arenas. Para que o jogo possa ser retomado, é necessário que se passem 30 minutos sem novas descargas elétricas a uma distância de até 16 quilômetros do estádio.
Antes do início da partida, uma mensagem semelhante já havia sido exibida, resultando no fechamento temporário dos portões do estádio. Após a avaliação da previsão de raios, os portões foram reabertos, permitindo que os torcedores entrassem. A evacuação dos espectadores e das delegações é uma recomendação do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês), que visa garantir a segurança de todos os presentes.
A FIFA, por sua vez, não possui um protocolo específico para situações de tempestade, o que gera incertezas sobre os limites de tempo para a retomada das partidas. As cidades-sede americanas mais vulneráveis a tempestades incluem Kansas City, Nova Jersey e Miami. Além disso, há três estádios com teto retrátil que podem oferecer alguma proteção: o Mercedes-Benz Stadium em Atlanta, o NRG Stadium em Houston e o AT&T Stadium em Dallas. Essa situação ressalta a necessidade de um planejamento adequado para garantir a segurança dos torcedores e a continuidade dos jogos em condições adversas.


