O atacante Mikel Oyarzabal, de 29 anos, foi o protagonista da goleada da Espanha sobre a Arábia Saudita, com um impressionante desempenho que incluiu dois gols e uma assistência na vitória por 4 a 0, em partida válida pelo grupo H da Copa do Mundo 2026. Nascido em Eibar, no País Basco, Oyarzabal é um dos jogadores menos conhecidos da seleção espanhola, apesar de sua importância em campo. Ele defende a Real Sociedad desde os 14 anos, clube que não impõe restrições quanto à origem dos jogadores, ao contrário de seu rival Athletic Bilbao, que só aceita atletas de origem basca.
Oyarzabal é um exemplo de lealdade ao seu clube, mesmo diante de propostas de grandes times como Manchester City e Paris Saint-Germain. Com 136 gols e 66 assistências em 450 partidas pela Real Sociedad, ele se destaca como um centroavante versátil, capaz de criar jogadas e finalizar com precisão. Apesar de não ser o jogador mais veloz, seu estilo é compatível com equipes de elite como Barcelona e Manchester City.
A trajetória de Oyarzabal não é isenta de controvérsias. Em 2024, após marcar o gol que deu o título à Espanha na Eurocopa, sua cidade natal amanheceu com pichações que o chamavam de traidor, refletindo as tensões entre o movimento independentista basco e a seleção nacional. O movimento perdeu força nos últimos anos, culminando no fim do ETA em 2018, mas ainda há resquícios de descontentamento entre alguns setores da população.
Na seleção, Oyarzabal se junta a outros jogadores bascos, como Mikel Merino e Nico Williams, que também têm se destacado no cenário internacional. Nico, por exemplo, foi decisivo na Eurocopa de 2024 e, mesmo sob forte assédio do Barcelona, optou por renovar seu contrato com o Athletic Bilbao por dez anos, desafiando as tendências do futebol moderno.
A presença de seis jogadores bascos na seleção espanhola, incluindo o goleiro Unai Simón e o zagueiro Aymeric Laporte, demonstra a força da região no futebol nacional. Oyarzabal, com sua trajetória única e contribuições significativas em campo, continua a ser uma figura central na história do futebol espanhol, representando tanto a tradição basca quanto a busca por reconhecimento dentro da seleção nacional.


