O governo interino da Venezuela e uma ex-deputada da oposição deram início a um diálogo sobre a transição democrática nesta quinta-feira (18), com o respaldo dos Estados Unidos, conforme anunciado pelo Departamento de Estado. Este encontro ocorre quase seis meses após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana.
A ex-parlamentar Dinorah Figuera, que retornou à Venezuela após oito anos de exílio, revelou à imprensa que foi convidada pelos Estados Unidos para discutir a formação de uma autoridade eleitoral “crível”. Logo após sua chegada, Figuera se reuniu com Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, em uma primeira conversa na sua função de representante dos deputados opositores do período de 2015 a 2020, conforme informou a Assembleia Nacional em um comunicado.
O Departamento de Estado dos EUA apoiou o encontro, descrevendo-o como uma oportunidade para debater uma agenda que servirá como um roteiro para um diálogo político em direção a uma transição democrática. O apoio internacional é visto como crucial para o fortalecimento da oposição venezuelana, que busca um caminho para a normalização política no país.
Figuera, que se desvinculou da líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, destacou que o diálogo é essencial para criar um ambiente propício para as eleições presidenciais de 2024. A oposição, liderada por Machado, reivindica a vitória de seu candidato, Edmundo González Urrutia, nas eleições, nas quais Maduro se declarou reeleito em meio a denúncias de fraude.
Em 2023, Figuera assumiu a presidência de uma comissão parlamentar simbólica, representando deputados que foram eleitos para o período legislativo de 2016-2020 e que foram marginalizados pelo governo de Maduro. O cenário atual, marcado por tensões políticas e sociais, exige esforços conjuntos para restaurar a democracia na Venezuela.
O encontro entre Figuera e Rodríguez, portanto, representa um passo significativo em um processo que poderá redefinir o futuro político do país, com a expectativa de que a comunidade internacional continue a apoiar iniciativas que promovam a paz e a estabilidade na região.




