A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) fez uma grave acusação contra o Governo do Distrito Federal, afirmando que a administração local não cumpriu com o repasse de R$ 11 milhões prometidos para a realização da etapa brasileira da Liga das Nações (VNL). O evento ocorreu entre os dias 3 e 14 de junho no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, e a confederação alega que recebeu um compromisso formal para o financiamento da competição. No entanto, menos de 20 dias antes do início dos jogos, a CBV foi informada de que os recursos não seriam liberados devido a restrições orçamentárias e medidas de contenção fiscal.
Apesar da mudança de posição do governo, a CBV decidiu seguir em frente com a realização do evento, uma vez que a operação já estava em andamento, com contratos firmados e a venda de ingressos iniciada. A entidade destacou que tinha compromissos assumidos com fornecedores, delegações e organismos internacionais do voleibol, o que tornava inviável um cancelamento naquele estágio.
A gestão de Celina Leão (PP) negou qualquer obrigação de pagamento, afirmando que não havia contrato ou termo de fomento que garantisse o repasse dos R$ 11 milhões. A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal sustentou que a CBV foi informada previamente sobre a impossibilidade de formalização da parceria e que não houve autorização para a transferência dos recursos públicos.
As negociações entre a CBV e o GDF começaram em agosto de 2025, e um compromisso de apoio financeiro foi formalizado em outubro daquele ano, prevendo um aporte total de R$ 17,5 milhões para eventos da modalidade, sendo R$ 11 milhões especificamente para a Liga das Nações. A comunicação de que o apoio não seria formalizado ocorreu em 11 de maio de 2026, quando faltavam menos de três semanas para o início da competição e apenas 13 dias para o início da montagem da estrutura do evento.
A CBV enfatizou que, naquele momento, já havia celebrado contratos e assumido compromissos com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB), além de ter concluído parte do planejamento logístico e da mobilização de torcedores e delegações para Brasília. Cancelar a etapa brasileira da VNL poderia gerar prejuízos à imagem do Brasil no cenário esportivo internacional e aos torcedores que já haviam investido em passagens, hospedagem e ingressos para acompanhar os jogos.
A confederação argumentou que a manutenção da competição foi necessária para preservar compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e evitar possíveis danos à reputação do país no esporte. Com isso, a CBV reafirma seu compromisso com a realização da Liga das Nações, mesmo diante das adversidades financeiras apresentadas pelo governo local.


