Em uma declaração contundente durante a cúpula do G7 na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua preocupação com as ações de Israel no Líbano, sugerindo que o país deveria deixar a Síria lidar com o Hezbollah. Trump, que se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que Israel está “lutando contra o Hezbollah há tempo demais” e que muitas vidas foram perdidas nesse conflito. Os comentários de Trump surgem após uma recente ofensiva israelense no Líbano, que ocorreu um dia após o anúncio de um acordo de paz para o Oriente Médio. O presidente americano sugeriu que Netanyahu deveria permitir que a Síria, sob a liderança de Ahmed al Sharaa, um ex-jihadista sunita, assumisse a responsabilidade de combater o Hezbollah. “Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, então ele [Al Sharaa] fará o trabalho. A Síria fará o trabalho”, enfatizou Trump.
A situação no Líbano se agravou quando o Hezbollah, um grupo extremista aliado do Irã, atacou Israel, resultando em uma resposta militar do país vizinho. A ofensiva israelense levou ao deslocamento de pelo menos um milhão de pessoas no Líbano. Apesar do acordo de paz, Netanyahu reafirmou a intenção de manter tropas israelenses nas áreas ocupadas por tempo indeterminado, enquanto Teerã afirmou que o pacto prevê a suspensão dos ataques e a retirada das forças israelenses.
Trump também comentou sobre a guerra na Ucrânia, enfatizando a necessidade de um acordo de paz com a Rússia. Após uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e líderes do G7, o presidente americano se comprometeu a fazer o possível para encerrar o conflito. Zelenski destacou a importância de fortalecer a defesa aérea da Ucrânia e avançar nas negociações diplomáticas para que a Rússia cesse suas hostilidades.
Diplomatas europeus, por sua vez, expressaram a esperança de que Trump reconsiderasse suas posições anteriores em relação aos termos de um acordo, que eram vistos como excessivamente favoráveis a Moscou. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a situação em 2026 é muito diferente da de 2025, ressaltando o desgaste da Rússia e a necessidade de apoio contínuo à Ucrânia.
Enquanto isso, o papel da Síria na questão do Hezbollah continua a ser uma preocupação central. O governo de Netanyahu tem prometido desmantelar o grupo, mas até agora sem sucesso, enquanto o apoio do Irã ao Hezbollah permanece inabalável. A sugestão de Trump de que a Síria poderia assumir essa responsabilidade representa uma mudança significativa na dinâmica do conflito, levantando questões sobre o futuro da região e as relações entre os países envolvidos.


