A Copa do Mundo de 2026 tem se destacado não apenas pelos jogos emocionantes, mas também pela cor vibrante das chuteiras que invadiram os gramados. As marcas Nike, Adidas, New Balance e Puma optaram por lançar coleções comemorativas em tons de rosa, uma escolha que tem gerado discussões sobre as tendências de mercado e a estratégia de branding das empresas.
O rosa, além de se destacar no verde do campo, é uma cor que complementa a estética do evento. Essa decisão reflete uma resposta às demandas dos consumidores por produtos mais chamativos e inovadores. Segundo Lilian Carvalho, professora de marketing da EAESP-FGV, “a marca mais forte é a do evento, que é a Copa do Mundo. Não é Nike, Adidas ou qualquer outra”. Isso significa que, em vez de focar na individualidade das marcas, as empresas estão se unindo sob a bandeira do evento, o que pode facilitar as vendas.
A escolha do rosa não é aleatória. Um relatório de tendências da consultoria WGSN já previa para 2024 a ascensão do “electric fuchsia”, uma tonalidade vibrante que representa atitudes progressivas. Essa convergência de escolhas entre as marcas não é uma coincidência, mas sim resultado de pesquisas de mercado e análises de comportamento do consumidor.
Henrique Alexandre, especialista em branding, afirma que as marcas estão atentas ao que a geração Z deseja e como essas preferências se espalham rapidamente entre as equipes de marketing. Ele destaca que, assim como no filme “O Diabo Veste Prada”, onde a escolha de cores e tendências é discutida, as decisões atuais no mundo da moda e do esporte também são influenciadas por um ciclo de referências e tendências que se retroalimentam.
As chuteiras rosas não apenas chamam a atenção, mas também têm um impacto significativo nas vendas. Ao optar por uma cor que se destaca, as marcas garantem que seus produtos sejam lembrados e desejados, especialmente em um evento de grande visibilidade como a Copa do Mundo. Essa estratégia de marketing, que pode ser vista como um “conluio tácito”, busca maximizar a exposição e o sucesso comercial durante o torneio, destacando a força do evento em relação às marcas individuais. Assim, a Copa do Mundo de 2026 se torna não apenas um palco para o futebol, mas também um laboratório de tendências de moda e marketing, onde o rosa se estabelece como a cor do momento.


